quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

CRASH! - SOBRE PAIS E FILHOS


CRASH!¹

- aos meus filhos, aos que são filhos 
e aos filhos que se tornaram pais -

(Francisco Filardi)




Criar filhos é tarefa hercúlea. Impõe a nós, pais, o exercício habitual da paciência e da renúncia. Tem sido assim, desde que Deus criou o mundo. E assim será, até ao fim dos tempos. Mas, nestes primeiros anos do século XXI, apesar dos avanços da humanidade nos campos da medicina, da ciência, da tecnologia, da robótica e das comunicações, não nos é difícil perceber que o entendimento acerca do trato de nossos filhos carece de melhores ajustes.

Todos erramos na criação de nossos filhos. Em maior ou menor grau. Se há quem discorde, que pergunte a eles. Ou melhor, não pergunte. Nenhum filho será 100% honesto sobre isso. O constrangimento, a timidez ou o receio de entristecer os pais não os deixa à vontade para falar sobre o que lhes causa dor ou infelicidade. E o desconforto não é só deles: nós, pais, não estamos preparados para ouvir a verdade (ou parte dela). A ruptura, o isolamento e a ausência de diálogo que decorrem daí são graves ruídos nas relações familiais (desde sempre). Quando pais e filhos não expõem suas mágoas, quando não depositam sobre a mesa seus temores ou o que os faz sofrer, abre-se uma lacuna que vem a empobrecer a relação, via de regra pautada por exigências excessivas ou pela intolerância dos pais.

Não é fácil lidarmos com as pressões provenientes do próprio lar. Não raro, pais descarregam sobre os filhos o peso do seu despreparo, de suas expectativas, de seus receios, de suas frustrações, de suas crenças, de seus planos, de suas paixões, de suas carências, sob o argumento de ser esse "o melhor" a ser feito por suas crias. Entendem tal comportamento como “normal”, quando, na verdade, essa percepção míope faz o terreno fértil do amor ceder espaço para a prática do “bullying”² no ambiente familial (efeito de pais controladores, invasivos, ciumentos, possessivos, intimidadores e até cruéis). A situação se agrava quando os pais são contrariados. E contrariedade, quase certo, leva à arbitrariedade, o que é perigoso em qualquer cenário. Isso nos leva ao seguinte: é senso comum os pais entenderem que seus filhos necessitam de limites, mas... qual será o limite dos pais? Até aonde devemos ir, para não trespassarmos a fronteira do respeito pela individualidade e privacidade de nossos filhos?

Observem que o emprego do verbo descarregar parece excessivo, mas deriva de um lento e desgastante processo cujos danos são imprevisíveis, devastadores e irreversíveis até (tanto para os envolvidos quanto para a relação em si). Há quem atribua isso ao chamado “choque de gerações”. Contudo, tal expressão não existe. O que há é uma não predisposição para ouvir, um hiato abismal entre o que é imposto e o que pode ser negociado. Nós, pais, por ignorância (ou tremenda falta de sensibilidade), somos exaustivos, atropelamos a ética e massacramos nossos filhos, deixando seu estado psicológico em frangalhos. Isso não pode ser negligenciado, porque não somos senhores absolutos de uma verdade absoluta. Os danos, ainda que não aparentes, estarão lá e seus efeitos se farão visíveis adiante.

Fazer o melhor” (em tese, o que os pais desejam fazer pelos filhos) não é o aspecto crítico do processo: é seu modus operandi, as decisões unilaterais que vão de encontro aos anseios, às expectativas, aos desejos dos filhos. Porque o futuro que planejamos para eles é diferente daquele que planejam para si. Se desconhecemos o que lhes vai na alma (por desinteresse, arrogância ou soberba), de algum modo sabemos que há um caminho que desejam e precisam tatear por si mesmos. Portanto, não temos o direito de condená-los à infelicidade face ao nosso egoísmo, vaidade, estupidez ou intransigência. Se há quem pense ser isso bobagem, que procure saber de um especialista o que significam os termos ansiedade e depressão. Muito provável, nossos filhos os conhecem bem.

A pergunta crucial é: como podemos lançar-nos o desafio de criar filhos psicologicamente saudáveis, quando há em nós, adultos, uma penca de rachaduras na alma?

Quando adolescentes, tendemos a pensar que nossos pais estão ultrapassados, desconectados do mundo moderno. No entanto, ao atingirmos a idade adulta, repetimos atos, discursos e decisões de nossos pais. Foi Sheakspeare quem disse que há mais de nossos pais em nós do que supomos. Talvez. Mas, não é pelo fato de terem sido autoritários, rudes, severos, inflexíveis ou distanciados, que devemos persistir no modelo. Renato Russo, na canção “Pais e filhos”, sentencia: “você me diz que seus pais não entendem/mas você não entende seus pais/você culpa seus pais por tudo/isso é absurdo/são crianças como você [...]”. Sendo isso verdadeiro, o que fizemos com a criança que nasceu em nós? Por que as crianças tornam-se adultos frágeis, atormentados por monstros que insistem em persegui-los, dia e noite? Em que altura do caminho rompemos a conexão com o que nos parecia mágico e belo? Bauman³, de forma brilhante, acrescenta: “Talvez fosse melhor mudar os costumes do mundo e tornar nosso hábitat hospitaleiro à dignidade humana, de modo que amadurecer não exigisse o comprometimento da humanidade de uma criança” (p. 103, 104). Aprender, entre outras definições, consiste em identificar o que nos é válido e eliminar o que não nos serve. Pelo que se vê, a imposição da autoridade pelo uso da força tem se mostrado uma péssima escolha. Afinal, o objetivo é trazermos nossos filhos para nós, não o contrário.

Que esteja claro: relações de amor diferem (e muito) de relações de poder. O amor, assim como o respeito, é uma conquista que pressupõe liberdade (a de si, a do outro). Mas não dizemos com isto que nossos filhos devam fazer o que lhes “der na telha”. Só a disciplina, a responsabilidade, o comprometimento, o estudo, o trabalho, os levará longe. Nossa função é dar-lhes um norte para seguirem. Essa compreensão amadurece conosco.

A maior lição que nossos filhos (e netos) nos ensinam é a sermos generosos. Eis o sentido do amor incondicional: sem amarras, sem excessos. Então, cabe a nós desativar as armadilhas de nossas convicções e lançarmos sobre eles um outro olhar: terno, humano (o que não é fácil). Se nossos filhos souberem, desde sempre, que podem confiar em nós, seus pais, estaremos contribuindo para o fortalecimento de seus espíritos e o pleno exercício de suas potencialidades. Basta pavimentarmos a estrada, com maturidade e sabedoria, para que eles enfrentem a vida com destemor, serenidade, firmeza, vibração. E conquistem o mundo (que tanto merecem).

__________

¹ “Crash” é uma forma onomatopaica que indica impacto, ruptura, estilhaçamento, efeito de trauma (físico ou psicológico), colisão.

² “Bullying” é um anglicismo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos, causando dor e angústia e sendo executados dentro de uma relação desigual de poder (definição da Wikipédia).


Sugestões de leitura:


GIBRAN, Gibran Khalil. Tradução: Mansour Challita. Os filhos. In: O profeta. 1. ed. Rio Grande do Sul: L&PM Pocket, 2001. 128 p.

³ BAUMAN, Zygmunt. Tradução: Carlos Alberto Medeiros. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Zahar, 2004. 190 p.

MELO, Fábio de. Quem me roubou de mim?. 2. ed. 8a. reimpressão. São Paulo: Planeta, 2013. 216 p.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

"ROLETA RUSSA", DE FRANCISCO FILARDI




 
Marcolino tinha trinta e oito anos. Era pobre, bem humorado e bom de coração. Era o terceiro dos cinco filhos de seu Nelson e de dona Joaninha. Morava num barraco, no centro da cidade, e desde menino trabalhava para ajudar no sustento da família. Seu pai era pedreiro; já a mãe, costurava para as senhorinhas de Copacabana. Não frequentara escola. Da mesma forma que seus pais, e outros tantos milhões de brasileiros, Marcolino engrossava a estatística dos que não aprenderam a ler.

Jamais tivera emprego fixo. Fora ajudante de pedreiro (por intermédio do pai), ajudante de caminhoneiro, engraxate, carregador, entregador de pizza e até catador de lixo. Fazia um servicinho aqui e ali, mas nada que durasse o bastante para fazê-lo pensar no futuro. Não faz muito, arranjou um “bico” como entregador de marmitas, na pensão da dona Celeste, viúva do velho Fagundes, festejado comerciante local. Passara a trabalhar perto de casa e descobrira, não longe dali, um prédio em construção, num terreno que permanecera anos abandonado. Foi lá, em meio a peões famintos, onde Marcolino fizera sua clientela.

Não era de muitos amigos. Mantinha-os, até, a certa distância. Ainda assim, não passara despercebido dos boas praças Antônio Carlos e Ananias o estranho vício com que atormentava a vizinhança: Marcolino tinha verdadeiro fascínio por botões. Não, ele não jogava futebol de botões com seu avô. Ele apertava botões. Não, ele também não se dedicava à costura, a exemplo da mãe. Na verdade, ele não podia deparar com botões de elevadores (os porteiros dos condomínios costumavam expulsá-lo das intermináveis “viagens”...), de alarmes (enlouquecia os atendentes da polícia e do Corpo de Bombeiros), interfones, telefones públicos, campainhas das casas próximas (uma confusão daquelas), até descargas em banheiros de centros comerciais! E não dava a mínima para a cor dos botões. Azuis, vermelhos, verdes, alaranjados, não faziam diferença. Todo botão que pudesse ser pressionado dava uma coceirinha na vontade (e nos dedos) de Marcolino.

Certo dia, ia deixando o terreno da construção, após entregar as marmitas, quando avistou uma mesa de jogo improvisada, com as cartas ainda espalhadas. Concluiu que o jogo fora interrompido pelo término do horário de almoço da peãozada. E foi lá bisbilhotar. Reconhecera as cartas, embora não identificasse o tipo de jogo que divertira os rapazes da obra. Foi quando os olhinhos de Marcolino brilharam. Sobre a mesa abandonada, encontrou um objeto em formato retangular, pouco maior que seu radinho de pilhas, tendo um botão cinza ao centro. Não teve dúvida: tomou o objeto nas mãos e apertou o botão. Era um detonador.

finalizado a 21.12.2015

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

"UMA JANELA PARA MARIA", UM CONTO PARA PEQUENOS E GRANDES SONHADORES

UMA JANELA PARA MARIA*
(de Francisco Filardi)
 




Ao ser indagada pela mãe sobre o que gostaria de ganhar em seu décimo aniversário, Maria respondeu com uma espontaneidade tal que quase soou como atrevimento:

- Ora, mamãe, eu quero uma janela!
"Uma janela?!" – indignou-se a mãe – "Essa menina deve estar maluca!" - pensou.

É claro que dona Alvinha não levara a sério o desejo da filha. Aquele pedido lhe parecera tão estranho que só poderia ter saído de um livro de contos de fadas ou de um filme. Por isso, arriscou uns passos pelo quarto da menina, em busca do que lhe comprovasse a suspeita: um livro ou DVD fora do lugar. Mas nada havia, pois, que a entregasse.

No quarto de Maria havia uma janela, que ia de lado a outro da parede. Ali, estavam suas begônias, cuidadosamente cultivadas, em delicados vasinhos, dispostos um após o outro, sobre o parapeito. Trabalho de dona Alvinha, claro. A Maria, cabia o cuidado de conversar com as flores, como se o fizesse com uma pessoa da família ou alguma coleguinha da escola. Havia tanto desembaraço e naturalidade nesse cuidado! Ah, como havia! Tanto que Dona Alvinha até achava graça nas conversas da filha. “Um sólido exercício criativo!”, dizia. No entanto, acreditava que era preciso manter um distanciamento saudável entre ficção e realidade. “Uma janela?!- perguntou-se. Aquilo lhe parecera demais, embora a palavra criatividade não oferecesse rima segura para o distanciamento pretendido...

Quando retornava das aulas, à tarde, Maria adorava debruçar-se à janela. Flexionava os joelhos e dava um leve impulso em seu corpinho delicado, até que os pés deixassem o chão. Alcançava o parapeito com relativa facilidade. Colocava as pernas para fora e ali ficava, sentada, de frente para o jardim. Daí seus olhos deparavam com aquele céu magnífico, de nuvens de algodão, que tanto a encantava. Um céu onde nuvens mágicas ganhavam contornos de animais, de objetos, de pessoas: um distinto cavalheiro de terno e gravata; um gato sisudo e desconfiado; um chapéu de madame, repleto de penas; e até um anjo de asas enormes, que parecia sorrir timidamente para Maria. Quanta imaginação!

  • Uma janela?! – retrucou dona Alvinha, já à porta do quarto, enquanto perscrutava a janela, ao fundo.
  • É, mãe, uma janela! – confirmou a menina, impaciente com a incredulidade da mãe.
  • Mas... para quê? Você já não tem uma? - perguntou dona Alvinha, tentando dissuadir a menina daquela ideia absurda.
  • Ora, mamãe, é para caber mais nuvens no meu quarto! - respondeu Maria, com um cinismo sem precedente. - Agora, pode preparar algo para eu comer? - prosseguiu. - Estou com uma fome...

A miúda tinha um talento incomum para fazer a mãe sorrir, mesmo em situações adversas. E mencionar comida era sempre um bom modo de escapar desses embaraços. Dona Alvinha, ainda que com um sorriso intrigado, fechou por trás de si a porta do quarto e foi até a cozinha preparar algum quitute. “Para caber mais nuvens”, pensava, ao ganhar o corredor. “ falta Maria querer destelhar a casa, para que caibam outras nuvens mais”! E deu de ombros. Já a menina, deu-se por satisfeita. E sorriu com a própria marotagem.

Já era noite. Ainda assim, Maria permanecia à janela. Não para conversar com suas begônias. Mas para escorregar os olhos naquele estupendo tapete de estrelas. E deleitar-se com a leveza de suas ideias extraordinárias. Perguntava-se quando ganharia uma janela. Não uma janela de madeira, ferro ou alumínio: essas, Maria as tinha. Ela queria uma que a inspirasse a realizações, que lhe fizesse transbordar felicidade. Maria não fazia ideia do futuro que a esperava, mas seguia a sua intuição. E intuição era uma particularidade feminina, como dizia a sua mãe.
 
A lua, pálida e discreta, não se atrevia a responder. Nem as estrelas, nem a escuridão, nem o silêncio. Mas Deus sabia o que passava no coração de Maria. Deus sabia. E ela esperava, paciente, entre nuvens e suspiros.

Muitas vezes, ainda, Maria tornaria a debruçar-se à janela. E muitas nuvens mágicas haveriam de formar figuras naquele céu, em que ela acreditava ser todinho seu. Mas a menina queria mesmo que o tempo a tornasse mulher; era o desejo secreto de toda menina: crescer, para desvendar mistérios incompreendidos.

O tempo passou. Maria cresceu e, de fato, desvendou alguns mistérios (não todos). Já dona Alvinha, há muito faz parte daquele estupendo tapete de estrelas para o qual sua filha tanto escorregava os olhos. Quanto as janelas - de madeira, ferro ou alumínio - estão lá, apodrecidas, enferrujadas, porém firmes. São testemunhas de uma memória que não esvaneceu.
 
A janela que Maria tanto desejava na infância era uma oportunidade, um bater de asas para experimentar a vida e realizar nuvens. Nuvens de sonhos. Sonhos de menina. Sonhos de Maria. E não apenas uma, mas muitas janelas se abririam para aquela que amava begônias e passava horas a contemplar nuvens. Maria, ela mesma, era uma janela aberta para o mundo.

* publicado originalmente em 16/09/2014.


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

ORIENTAÇÕES SOBRE A "ZIKA", DOENÇA TRANSMITIDA PELO MOSQUITO AEDES AEGYPTI


Orientações sobre o Zika vírus, conforme recomendações do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz




O que é a zika?



É uma doença viral aguda assim como a dengue e a chikungunya, transmitida principalmente por mosquitos, tais como Aedes aegypti. Apresenta evolução benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias.




Quais são os principais sinais e sintomas?



Dengue, chikungunya e zika são transmitidas pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti. E, embora zika, chikungunya e dengue apresentem sinais clinicamente parecidos, como febre, dores de cabeça, dores nas articulações, enjoo e exantema (rash cutâneo ou manchas vermelhas pelo corpo), há alguns sintomas marcantes que as diferem. A principal manifestação clínica de chikungunya, por exemplo, são as fortes dores nas articulações: a artralgia. Essa artralgia pode se manifestar em todas as articulações, mas, em especial, nas dos pés e das mãos, como dedos, tornozelos e pulsos. Na chikungunya, essas dores são decorrentes de um processo inflamatório nas articulações e podem ser acompanhadas de edemas e rigidez.

Também é possível haver esse tipo de dores na dengue e no zika, mas a diferença está, segundo especialistas, na intensidade da dor. Enquanto o paciente com dengue ou zika pode apresentar dores de leves a moderadas, o paciente infectado com chikungunya apresenta dores de nível elevado, tendo como consequência a redução da produtividade e da qualidade de vida. 
 

Com relação à febre, dengue e chikungunya são marcadas pela febre alta, geralmente acima de 39°C e de início imediato. Já os pacientes de zika apresentam febre baixa ou, muitas vezes, nem apresentam febre. Os sintomas relacionados ao vírus zika costumam se manifestar de maneira branda e o paciente pode, inclusive, estar infectado e não apresentar qualquer sintoma. Mas uma manifestação clínica que pode aparecer logo nas primeiras 24 horas e é considerada uma marca da doença é o rash cutâneo e o prurido, ou seja, manchas vermelhas na pele que provocam intensa coceira. Há, inclusive, relatos de pacientes que têm dificuldade para dormir por conta da intensidade dessas coceiras.

Outro sintoma que pode servir nos diagnósticos clínicos dessas doenças é a vermelhidão nos olhos. Enquanto a dengue provoca dores nos olhos, o paciente infectado com zika ou chikungunya pode apresentar olhos vermelhos, com uma conjuntivite sem secreção.

Recentemente foi observada uma possível correlação entre a infecção por zika e a ocorrência de Síndrome de Guillain-Barré (SGB) em locais com circulação simultânea do vírus da dengue, porém não confirmada a correlação.


Quadro comparativo: