domingo, 4 de novembro de 2012

ZÉLIA DUNCAN VOLTA AO THEATRO NET RIO COM O ESPETÁCULO "TÔTATIANDO"

 
Depois de temporada de sucesso em São Paulo, Zélia Duncan estreia no Theatro NET Rio o espetáculo TôTatiando. As apresentações acontecem nos dias 27 e 28 de novembro e 4 e 5 de dezembro às 21h.
 
Ao invés de músicas feitas para teatro, é o teatro feito a partir da música. Sim, antes de mais nada, sou uma intérprete musical, com muito orgulho. Mas se tornou parte da minha experiência como artista, me lançar em outras aventuras, que possam representar um desafio, que possam me levar ao inusitado e a algo novo, com essa afirmação,  Zélia Duncan estreia o espetáculo baseado na obra de Luiz Tatit, com direção de Regina Braga.
 
TôTatiando é uma declaração de amor à obra de Luiz Tatit e a São Paulo, cidade que sempre despertou a curiosidade e aguçou o desejo de Zélia ser artista.  Não é show.  É a proposta de representar algumas de suas músicas, onde eu e minha preciosa diretora, Regina Braga, enxergamos possíveis personagens, explica Zélia. 
 
Mais uma vez Zélia sai de uma zona de maior conforto, como cantora e compositora, conhecida por um trabalho autoral, para mergulhar numa forma mais teatral de dizer essas melodias falantes.
 
A ideia do projeto TôTatiando é colocar uma lente de aumento no aspecto que pode ser mais teatral da obra de Luiz Tatit, obviamente  através de suas canções, porém usando esse viés teatral, contando uma história e degustando cada canção como se fosse um esquete. Para cada canção, um personagem, com seus adereços e recursos próprios.
 
Tatit acredita e defende que a canção vem da voz falada, de nossas entonações cotidianas e compõe pensando nisso. Sua pesquisa é profunda e muito rica.
 
Fala das idiossincrasias de uma forma tão direta, que todo mundo entende e até ri de si mesmo. Assim ele vai nos apontando nossos paradoxos e subjetividades, desmitificando também o isolamento, na medida em que percebemos quantos pontos em comum temos uns com os outros . Ele humaniza porque é espelho, impossível não nos vermos em muitas de suas letras e formas de dizer dele mesmo, ou desse personagem que pula de sua imaginação para dentro de nós. E tem humor…quase sem querer.
 
Na verdade eu nunca me senti e nunca me vi como uma cantora que ficasse apenas se dedicando ao ofício de cantar, o que já é mesmo um serviço pra vida toda. Tenho feito muitas coisas diferentes na minha carreira, romper virou uma tradição, que espero manter pra sempre. Tenho acalentado esse projeto há um bom tempo. Interpretar cantando, dentro de um contexto muito teatral, com músicos e direção, os personagens das canções de Luiz Tatit, diz Zélia
 
A vontade, agora realizada, da cantora e compositora é ter um projeto apresentado em teatro. Músico ao vivo que entre em cartaz, em lugares que  privilegiem o ritual do teatro, onde o texto é a canção e a canção é o texto, que fala cantando, assim como Tatit deve estar fazendo neste momento. Para isso, Zélia precisava de alguém que entendesse perfeitamente a arte de atuar. Convidou a atriz Regina Braga para dirigir TôTatiando que aceitou participar desse formato instigante de se fazer teatro. Regina além de conhecer profundamente seu ofício e desempenhá-lo com um amor e talento fundamentais, é extremamente musical e admiradora de Luiz Tatit com o entusiasmo que é preciso, conclui.
 
COMO ME VI TATIT
por ZÉLIA DUNCAN

Comecei a cantar profissionalmente em 1981. Já em 1985, ir pra São Paulo e ser backing de Itamar Assumpção, era um dos meus grandes sonhos. A vanguarda paulista sempre me seduziu e semeou meu imaginário com sons inusitados e caminhos  pouco convencionais. Nessa mesma época, ouvia também o grupo Rumo, que sempre me soou estranhamente atraente. Eles cantavam falando ou falavam cantando? E aquele cara, com jeito de melancolia divertida, coloquial e sofisticado, que eu comecei a querer levar pra casa, se chamava Luiz Tatit. E eu levei.
 
O primeiro álbum solo desse artista me chegou às mãos nos anos 90, se chamava A Felicidade. Ali então se concretizou na minha vida um vínculo com essa linguagem, essa maneira de lidar com a música, principalmente as canções que contam estórias, que sugerem um personagem. De lá pra cá, ouço incessantemente tudo que é lançado, bem como imprimo em meu repertório algumas de suas obras. No projeto Eu me transformo em outras, trabalho muito prestigiado e  premiado, gravei Capitu, de sua autoria. Mais tarde, no álbum Amigo é casa, com a cantora Simone, gravei A Companheira e atualmente, em minha turnê intitulada Pelo sabor do gesto, incluí a deliciosa A Felicidade. Sinto-me extremamente à vontade em seu universo e sempre recebi e procurei a influência dos artistas de São Paulo na minha música.
 
SERVIÇO

TÔTATIANDO - ZÉLIA DUNCAN

Theatro Net Rio –  rua Siqueira Campos, n° 143 – Sobreloja – Copacabana. (Shopping dos Antiquários).

Ingressos: R$80,00 (plateia) R$ 60,00 (balcão)
Idosos, estudantes, professores da rede municipal, assinantes do jornal O Globo e da NET têm 50% de desconto.

Datas: 27 e 28 de novembro e 4 e 5 de dezembro/2012

Horário: 21h.
Classificação: Livre
Duração: 80 Minutos.
Capacidade do Teatro: 704 lugares.
Informações: (21)2147-8060 / 2148-8060
fonte: Rio no Teatro

sábado, 3 de novembro de 2012

MOSTRA INÉDITA DO CINEMA NIGERIANO CHEGA AO RIO DE JANEIRO

Mostra Nollywood – O caso do cinema nigeriano
reúne 12 filmes inéditos no Brasil


A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 06 a 18 de novembro, a mostra Nollywood – O caso do cinema nigeriano, com uma seleção de 12 filmes produzidos em Nollywood, a indústria cinematográfica da Nigéria, que em 2012 celebra vinte anos oficialmente. Todos os filmes da mostra são inéditos no Brasil, selecionados pelos curadores Maria Pereira e Bond Emeruwa.

A programação fornece ao público um panorama histórico das expressões e práticas de Nollywood, desde o clássico “Living in Bondage” até “Tango With Me”, grande produção recentemente em cartaz no circuito nigeriano. A mostra reúne produções de diferentes momentos e traz alguns de seus profissionais mais expoentes – Zeb Ejiro, Bond Emeruwa, Kunle Afolayan, Mahmood Ali-Balogun e Emem Isong – para mesas de debates na CAIXA Cultural.

Na escolha dos títulos, uma lista de dificuldades, a começar pelo desafio de eleger 12 filmes de uma cinematografia vastíssima e inédita no Brasil. Foram pré-selecionados 35 filmes a partir de sua relevância na história de Nollywood, seja pelo êxito comercial alcançado, debate que foi capaz de provocar na sociedade ou pela notoriedade obtida internacionalmente. Para este olhar histórico foram considerados três grandes períodos. Momentos que, segundo profissionais nigerianos e estudiosos sobre o tema, marcam propostas estéticas e estruturas de produção e distribuição da indústria: 1992-98 (conhecida como “The Beggining” ou “Classics VHS”); 1999-2007 (nomeada como o Boom); e 2008 até o presente (chamada de Nollywood Now ou New Nollywood), explica a curadora Maria Pereira.

No período de 14 a 17 de novembro (quarta-feira a sábado), sempre às 19h, acontecem debates sobre a indústria de cinema de Nollywood, reunindo nomes do cinema nigeriano e especialistas como Zeb Ijiro, Kunle Afolayan, Mahmood Ali-Balogun, Emem Isong, Marco Aurélio Marcondes, Julia Levy, Jonathan Haynes, Emem Isong, além do curador Bond Emeruwa, cineasta e produtor nigeriano, também presidente da Associação de Cineastas de Nollywood.

Nollywood:

Datada a partir do lançamento de “Living in Bondage” (1992), de Chris Obi Rapu, a indústria cinematográfica nigeriana vem fazendo juz ao seu nome de batismo “Nollywood”, conquistado a partir do estouro vivenciado no início deste século. Desde pesquisa realizada pela UNESCO em 2006, o número de produções para o Cinema na Nigéria duplicou. Hoje, a indústria supera as historicamente dominantes Hollywood e Bollywood com seus mais de 1500 longas-metragens por ano, emprega milhares de profissionais e corresponde a cerca de 90% do consumo cinematográfico nacional.

Realizados em poucos dias e com equipamentos simples (atualmente todos digitais), os filmes se mostram um bom negócio: o custo de produção é baixo (entre 4 mil e 100 mil dólares), os pontos de venda são muitos e o público é vasto e assíduo. A estrutura desenvolvida não acompanha, porém, até o momento, a organização e preservação das obras, dificultando o acesso do público a filmes que já saíram do mercado.

Com mais de 50% das obras em inglês, os filmes da Nigéria conquistam milhares de espectadores ao redor da África, principalmente por meio dos canais disponíveis de TV via satélite e internet. No Brasil, as produções ainda são um tema desconhecido da maioria dos apaixonados por cinema. Por este motivo, a mostra é uma oportunidade especial para assistir às produções realizadas em Nollywood.

Serviço:

      Mostra Nollywood – O caso do cinema nigeriano

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 2
Endereço: Av. Almirante Barroso, n° 25, Centro (próximo à estação Carioca do Metrô)
Datas: de 06 a 18 de novembro de 2012
Telefone: (21)3980-3815

Ingressos: R$ 2,00 (inteira) e R$ 1,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.
Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 10h às 20h

Lotação: 80 lugares (mais 3 para cadeirantes)
Acesso para pessoas com deficiência
Classificação: Consultar classificação por filme
Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal
Site da Mostra: NOLLYWOOD
Programação completa: CAIXA Cultural



Programação:

terça-feira – 06/11
15h30: Living in Bondage (Diretor Chris Obi Rapu, 1992, 120 minutos, 14 anos)
18h: This is Nollywood (documentário, Diretor Franco Sacchi, 2007, 55 minutos, Livre)

quarta-feira – 07/11
15h30: Ti Oluwa Ni (Diretor Tunde Kelani, 1993, 110 minutos, 10 anos)
17h30: Mortal Inheritence (Diretor: Andy Amenechi, 1995, 110 minutos, 10 anos)

quarta-feira – 08/11
15h30: Domitilla (Diretor Zeb Ejiro, 1996, 106 minutos, 18 anos)
17h30: Issakaba (Diretor Lancelot Ouduoa Imasune, 2001, 96 minutos, 18 anos)

sexta-feira – 09/11
15h30: Aki na Ukwa (Diretor Amayo Uso Phullips, 2002, 86 minutos, Livre)
17h30: Ousofia in London (Diretor Kingsley Ogoro, 2003, 85 minutos, Livre)

sábado – 10/11
15h30: This is Nollywood (documentário, Diretor Franco Sacchi, 2007, 55 minutos, Livre)
17h30: Check Point (Diretor Bond Emeruwa, 2006, 110 minutos, 14 anos)

domingo – 11/11
15h30: Tango with me (Diretor Mahmood Ali-Balogun, 2011, 110 minutos, 14 anos)
17h30: Emotional Crack (Diretor Lancelot Imasuem, 2003, 120 minutos, 14 anos)

terça-feira – 13/11
15h30: Ti Oluwa Ni (Diretor Tunde Kelani, 1993, 110 minutos, 10 anos)
17h30: The Figurine: Araromire (Diretor Kunle Afolayan, 2009, 120 minutos, 14 anos)

quarta-feira – 14/11
15h: Domitilla (Diretor Zeb Ejiro, 1996, 106 minutos, 18 anos)
17h: Mortal Inheritence (Diretor: Andy Amenechi, 1995, 110 minutos, 10 anos)
19h – Debate: “Nollywood no contexto do cinema africano”
Debatedores: Jonathan Haynes e Bond Emeruwa
20h30 – 21h30: Coquetel + DJ Rajão

quinta-feira – 15/11
15h – 16h30: Aki na Ukwa (Diretor Amayo Uso Phullips, 2002, 86 minutos, Livre)
17h – 18h40: Issakaba (Diretor Lancelot Ouduoa Imasune, 2001, 96 minutos, 18 anos)
19h – Debate: “Nollywood: discursos e formas estéticas”
Debatedores: Kunle Afolayan e Jonathan Haynes

sexta-feira – 16/11
15h30: Ousofia in London (Diretor Kingsley Ogoro, 2003, 85 minutos, Livre)
17h30: This is Nollywood (documentário, Diretor Franco Sacchi, 2007, 55 minutos, Livre)
19h – Debate: “Contexto de realização e distribuição do cinema nigeriano”
Debatedores: Mahmood Ali-Balogun e Zeb Ejiro

Sábado – 17/11
15h: Check Point (Diretor Bond Emeruwa, 2006, 110 minutos, 14 anos)
17h: Tango with me (Diretor Mahmood Ali-Balogun, 2011, 110 minutos, 14 anos)
19h – Mesa redonda: “Cinema brasileiro: outros mundos possíveis”
Debatedores: Marco Aurélio Marcondes; Julia Levy; Bond Emeruwa; Mahmood Ali-Balogun; Zeb Ejiro; Kunle Afolayan

Domingo – 18/11
15h: The Figurine: Araromire (Diretor Kunle Afolayan, 2009, 120 minutos, 14 anos)
17h30: Living in Bondage (Diretor Chris Obi Rapu, 1992, 120 minutos, 14 anos)

fonte: assessoria de imprensa

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

HOJE (02/11/12) MARIA GADÚ SE APRESENTA NA LONA CULTURAL DE JACAREPAGUÁ

 foto: Marcos Hermes
A turnê Mais uma Página, de Maria Gadú, chega às lonas do Rio. Nos próximos dias 02 e 09/11/2012, às 21 horas, a cantora estará, respectivamente,  nas lonas de Jacarepaguá (dia 02/11) e de Bangu (dia 09/11)

 Ingressos antecipados: R$30 e R$20 reais. 
Na hora, R$40 e R$20 reais. 
Classificação etária: 14 anos. 
As lonas ficam abertas das 9 às 21 horas.

LONA CULTURAL MUNICIPAL JACOB DO BANDOLIM
Praça Geraldo Simonard, s/n° - Pechincha -  Jacarepaguá 
tel: (21)2425-0825
contato@lonadejacarepagua.com.br
LONA CULTURAL MUNICIPAL HERMETO PASCOAL
Praça 1º de Maio, s/n° – Bangu
tel.:  (21)3332-4909
  lonacultural.bangu@ig.com.br
fonte: assessoria de imprensa

FESTIVAL "PANORAMA 2012" MOVIMENTA 14 PONTOS DE CULTURA, NO RIO DE JANEIRO

Festival acontece entre 02 de 18 de novembro 
no Centro e nas zonas Norte e Sul
Em duas décadas de história, o Festival Panorama se consolidou como o maior evento de dança e linguagens do corpo no Brasil, e é hoje um dos mais importantes da América Latina. Com direção geral de Eduardo Bonito e Nayse Lopez – que é também a curadora do festival, ao lado de Catarina Saraiva – o Panorama traz ao Rio mais de 30 atrações, entre nacionais e internacionais. A programação é composta por espetáculos de dança, performances, exposições, instalações e intervenções em espaços públicos, bem como shows com músicos, performers e DJs. Este ano, o festival movimenta 14 pontos culturais do Centro do Rio e das zonas Norte e Sul, esperando atrair um público estimado de 20 mil pessoas.

Este ano, num cenário social e urbanístico de extrema mudança no Rio de Janeiro, queremos pensar em dois eixos que nos parecem urgentes sobre a arte – e a vida – no Rio. Um é o sentido da palavra comunidade. O outro é discutir como a nossa memória pode ativar o presente. Para além destas costuras, o Festival aumenta seu campo de ação, incorporando a música e o audiovisual como partes crescentes da sua paisagem, explica Nayse Lopez, diretora e curadora do festival. 

DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO

Neste ano, o Panorama celebra o projeto de intercâmbio cultural Brasil Portugal Agora, trazendo quatro espetáculos criados por artistas portugueses interessados em questões como ancestralidade, história, tradições, modernidade, memória e sociedade. Na programação, Victor Hugo Pontes mostra “A ballet story”; a dupla Ana Borralho e João Galante traz “World of interiors” e “Atlas”; e Filipa Francisco apresenta “A Viagem” – este último abre o festival no dia 02 de novembro, no Teatro João Caetano.

Um dos maiores nomes da dança no século XX, a bailarina e coreógrafa norte-americana Meg Stuart, criadora da companhia Damage Goods, de Bruxelas, se apresenta pela primeira vez no Rio com dois espetáculos: “Violet”, com a presença marcante do baterista Brendan Dougherty na percussão e música eletrônica ao vivo, e “The fault lines”, em que renova a parceria coreográfica com o austríaco Philipp Gehmacher, iniciada com “Maybe forever”, e agrega um novo colaborador, o artista visual alemão Vladimir Miller.

Dedicada à cena britânica, a UK Season tem como destaque “Melt down”, uma criação da performer e coreógrafa Rosemary Lee. Pensada originalmente para os parques e as ruas de Londres, a montagem carioca ocupa o Campo de Santana, no Centro. Cerca de 50 participantes – homens e mulheres de diferentes idades e profissões – foram selecionados a partir de uma convocatória feita no site do festival para uma performance ao ar livre.

No Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, o público confere a instalação visual e sonora “We see fireworks”, da artista de live art Helen Cole e do artista sonoro Alex Bradley. Em uma sala iluminada por luzes piscando, o público escuta histórias e segredos sussurrados por mais de 300 pessoas desconhecidas.

Também na programação da UK Season no CAHO, o trabalho do fotógrafo italiano residente em Londres, Manuel Vason, transforma em imagens o universo conceitual de 51 artistas, entre coreógrafos e bailarinos de dez países da América do Sul. O resultado dessa experiência é “STILL_MÓVIL”, um trabalho que investiga a relação entre fotografia e performance. Ambas as instalações estão abertas à visitação entre os dias 09 e 18 de novembro.

O Panorama recebe o projeto HAPPENINGS, uma parceria com o Festival Multiplicidade que tem curadoria de Batman Zavareze. As atrações acontecem no CAHO e nos arredores da Praça Tiradentes.  Na programação, uma instalação inédita do grupo musical mineiro O Grivo é o eixo central de HAPPENINGS, que durante três dias (15, 16 e 17 de novembro) oferece uma diversificada programação com músicos e performers brasileiros e internacionais: Marco Donnarumma, Miguel Ortiz e Anna Weisling (do Sonic Arts Research Center, da Irlanda do Norte), o músico performático Siri, o trio Chelpa Ferro – formado pelos artistas Luiz Zerbini, Barrão e Sérgio Mekler –  e ainda Fausto Fawcett, Carlos Laufer e os Robôs Efêmeros.

O projeto HAPPENINGS em 2012 une forças com o Festival Panorama e o Festival Multiplicidade, se desloca para o Centro Cultural Helio Oiticica e os arredores da Praça Tiradentes numa exigência natural de sobrevivência e reinvenção. Sem perder a pegada dos anos anteriores, queremos promover um radical embaralhamento dos sentidos com suas múltiplas ações coletivas. A intenção é fazer barulho, explica Zavareze.

O projeto Tardes no Parque, que há dois anos ocupa a Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV) com instalações e performances, apresenta criações de quatro brasileiros que transitam na fronteira entre as artes do movimento e visuais: “Plantação/Árvores”, de Clarice Lima (São Paulo), “Big bang boom”, de Michelle Martins Moura (Paraná), “Incorpóreo”, de João Penoni e “Cena familiar”, de Celina Portella (ambos do Rio de Janeiro).  

Dedicado ao público infantil, o Panoraminha já atraiu mais de seis mil crianças com sua política de formação de público em parceria com projetos sociais e educacionais. Em sua quinta edição, apresenta os espetáculos “Têtes-à-têtes”, de Maria Clara Villa-Lobos, no Teatro Nelson Rodrigues, na CAIXA Cultural Rio de Janeiro, e “Menu de heróis”, do Núcleo de Dirceu, no Piauí, no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto. Brasileira residente na Bélgica, Maria Clara mistura dança, movimento, vídeo, som e luzes em uma montagem especialmente recomendada para crianças a partir de três anos. Já o Núcleo do Dirceu propõe brincar de ser o que se quiser ser, a partir do que está em volta: isopor com chuteira, garrafa com balão, luva com caixa de papelão, realidade e ficção.

O Panorama 2012 apresenta ainda o Panorama Futuro, que desde 2010 mostra ao público brasileiro a novíssima geração da dança contemporânea mundial, reunindo numa única noite dois artistas em seus vinte e poucos anos: o brasileiro Volmir Cordeiro, com “Céu”, e o francês residente na Tunisia Selim Ben Safia, com “Smurfeddin”. Os espetáculos serão apresentados no Teatro Nelson Rodrigues, na CAIXA Cultural Rio de Janeiro, e no Teatro Armando Gonzaga.

Concebido especialmente para o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o programa Performing Rights Library inclui uma mostra de cinema com trabalhos relacionados à temática de direitos humanos e quatro mesas-redondas nos seguintes eixos temáticos: “Corpo-diverso”, “Corpo-manifesto”, “Corpo-identidade” e “Corpo-ativismo”. O ponto alto da programação é a estreia da videoinstalação “Corpo Santo” no dia 13 de novembro, às 17h (reapresentação no dia 18, às 19h). Desenvolvido pelos artistas visuais Maurício Dias e Walter Riedweg, o projeto documentou os pacientes do IPUB (Instituto de Psiquiatria da UFRJ).

O acervo da Library of Performing Rights – uma coleção de livros, vídeos e publicações especializada em direitos humanos relacionados à arte – passa a integrar o acervo da Videoteca Panorama, e ficará disponível de 13 a 18 de novembro, na Sala de Convivência do CCBB. As sessões de cinema acontecem no Cinema 2, às 17h e às 19h, com mesas redondas no intervalo entre as sessões, sempre às 18h.

Informações: Festival Panorama 2012
De 02 a 18 de novembro – Rio de Janeiro
 
fonte: assessoria de imprensa

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A CHANCHADA ESTÁ DE VOLTA, EM MOSTRA NA CAIXA CULTURAL RIO

Mostra reúne filmes clássicos da chanchada
e produções da neochanchada

 
A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 6 a 18 de novembro, Noites de Chanchada, mostra de cinema que reviverá os dias de glória da produção nacional, com curadoria do pesquisador Hernani Heffner. Serão exibidos 24 filmes de longa-metragem nos formatos 35mm e digital. O público poderá conferir na tela o humor ingênuo, burlesco, de caráter popular, que fizeram história nas décadas de 1950 e 1960, no Brasil.

Idealizada pelo cineasta Marcelo Laffitte, a mostra inclui na programação os clássicos “Aviso aos navegantes”, de Watson Macedo, e “O batedor de carteiras”, de Aloisio T. de Carvalho, que será exibido em uma cópia 35 mm recém-restaurada. Além do período clássico, a nova geração, apelidada carinhosamente de neochanchada, ganha espaço com os filmes “Celeste e Estrela”, de Betse de Paula, e “Não se preocupe, nada vai dar certo!”, de Hugo Carvana.

A chanchada representou um momento de feliz união entre público e artistas, quando diversos filmes marcaram um verdadeiro estouro de bilheteria e seus atores foram alçados a condição de estrelas. A principal produtora do período, a Atlântida, investiu em musicais carnavalescos e paródias de filmes americanos, bem representados em títulos como “Nem Sansão nem Dalila”, de Carlos Manga, e “É com esse que eu vou”, de José Carlos Burle, ambos também na retrospectiva.

Debates:

Estão programados cinco debates com participação dos diretores Carlos Manga (no dia 7), Aloísio T. de Carvalho (dia 9), Roberto Farias (dia 13), Betse de Paula e Maurício Sherman (dia 15), e participação da atriz e cantora Janir Martins e da produtora Alice Gonzaga (sábado, 17). Uma oficina de cinema será promovida no dia 10 de novembro, com inscrições gratuitas pelo site Chanchada, além de sessões especiais para o público infanto-juvenil, de terça a sexta-feira.

Serviço:

Mostra de Cinema “Noites de Chanchada”

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 1
Endereço: Av. Almirante Barroso, n° 25, Centro (próximo à estação Carioca do Metrô)
Telefone: (21)3980-3815
Datas: de 06 a 18 de novembro de 2012 (terça-feira a domingo)
Horários: Consultar programação
Ingressos: R$ 2,00 (inteira) e R$ 1,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia
Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 10h às 20h

Lotação: 78 lugares (sendo 3 para cadeirantes)
Classificação: Consultar programação
Realização: Laffilmes Cinematográfica
Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal
Acesso para pessoas com deficiência
Programação completa: CAIXA Cultural

 
Programação:

6 de novembro - terça-feira
15h - Assim era a Atlântida (Direção Carlos Manga, 1974, 105min, 10 anos) 
17h - Cacareco vem aí (Direção Carlos Manga, 1960, 91min, 12 anos)
19h - O homem do Sputnik (Direção Carlos Manga, 1959, 98min, livre)

7 de novembro - quarta-feira
15h - Nem Sansão nem Dalila (Direção Carlos Manga, 1955, 90min, livre)
17h - O homem do Sputnik (Direção Carlos Manga, 1959, 98min, livre) 
19h – Debate: Participação do diretor Carlos Manga

8 de novembro - quinta-feira
15h – Barnabé Tu És Meu (Direção José Carlos Burle, 1952, 102min, 12 anos)
17h - Minha sogra é da polícia (Direção Aloísio T. de Carvalho, 1958, 73min, livre)
19h - O Batedor de Carteiras (Direção Aloísio T. de Carvalho, 1958, 84min, 12 anos)

9 de novembro - sexta-feira
15h - Colégio de Brotos (Direção Carlos Manga, 1956, 90min, 12 anos)
17h - O Batedor de Carteiras (Direção Aloísio T. de Carvalho, 1958, 84min, 12 anos) 
 19hDebate: Participação do diretor Aloísio T. de Carvalho

10 de novembro - sábado
14h15 - O samba da vida (Direção Luiz de Barros, 1937, 104 min, 12 anos)
16h15 - Maridinho de luxo (Direção, Luiz de Barros, 1938, 83 min, 10 anos)
18h - O dia é nosso (Direção Milton Rodrigues, 1941, 61 min, 12 anos)
19h15 - Rico ri à toa (Direção Roberto Farias, 1957, 110 min, 14 anos)
14h -18h - Oficina Hernani Heffner / Filme: Carnaval no Fogo (Direção Watson Macedo, 1949, 97min, 10 anos) - Local: Sala Margot

11 de novembro - domingo
14h - Aviso aos navegantes (Direção Watson Macedo, 1950,113min, livre)
16h15 - O samba da vida (Direção Luiz de Barros, 1937, 104 min, 12 anos)
18h15 - Tereré não resolve! (Direção Luiz de Barros, 1938, 52 min, 10 anos)
19h15 - No mundo da lua (Direção Roberto Farias, 1958, 104 min, livre)

13 de novembro – terça-feira
15h - No mundo da lua (Direção Roberto Farias, 1958, 104 min, livre)
17h - Rico ri à toa (Direção Roberto Farias, 1957, 110 min, 14 anos)
19hDebate: Participação do diretor Roberto Farias

14 de novembro - quarta-feira
15h - De vento em popa (Direção Carlos Manga, 1957, 105min, livre)
17h - Celeste e Estrela (Direção Betse de Paula, 2005, 96 min, 12 anos)
19h - Não se preocupe, nada vai dar certo! (Direção Hugo Carvana, 2011, 99 min, 12 anos)

15 de novembro – quinta-feira
15h - Não se preocupe, nada vai dar certo!  (Direção Hugo Carvana, 2011, 99min, 12 anos)
17h - Celeste e Estrela (Direção Betse de Paula, 2005, 96min, 12 anos)
19hDebate: Participação dos diretores Betse de Paula e Maurício Sherman

16 de novembro – sexta-feira
15h - É com esse que eu vou (Direção José Carlos Burle, 1948, 98min,10 anos)
17h - Carnaval Atlântida (Direção José Carlos Burle, 1952, 95min, 10 anos)
19h - Aviso aos navegantes (Direção Watson Macedo, 1950, 113min, livre)

17 de novembro - sábado
14h30 - Os Dois Ladrões (Direção Carlos Manga, 1960, 85min, livre)
16h15 - Minha sogra é da polícia (Direção Aloísio T. de Carvalho, 1958, 73 min, livre)
18h - O dia é nosso (Direção Milton Rodrigues, 1941, 61 min, 12 anos)
19h Debate: Participação da atriz e cantora Janir Martins e da produtora Alice Gonzaga

18 de novembro – domingo
14h - Colégio de brotos (Direção Carlos Manga, 1956, 90 min, 12 anos)
16h - A dupla do barulho (Direção Carlos Manga, 1953, 95 min, 10 anos)
18h - Pintando o 7 (Direção Carlos Manga, 1959, 80min, 12 anos)
19h30 - Assim era a Atlântida (Direção Carlos Manga, 1974, 105min, 10 anos) 

fonte: assessoria de imprensa