quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

ANA CAROLINA ESTREIA SHOW "#AC", COM DUAS APRESENTAÇÕES NO CITIBANK HALL/RJ

O repertório do novo show inclui 
músicas de seu último álbum, hits 
e algumas surpresas 
 

 
Ana Carolina está de volta aos palcos em 2014 com seu novo show #AC, baseado em seu mais recente álbum de inéditas, lançado em junho de 2013. 
 
A turnê será dirigida por Monique Gardenberg, em sua quarta parceria com Ana Carolina, e após ser vista em SP, virá para o Rio de Janeiro, no Citibank Hall, nos dias 7 e 8 de fevereiro. Os ingressos já estão à venda e podem ser adquiridos via internet, pelo telefone 4003-5588 (válido para todo o país), nos pontos de venda distribuídos pelo Brasil e na bilheteria do Citibank Hall. O show é realizado pela TIME FOR FUN.

O repertório do novo show inclui músicas de seu último álbum, hits e algumas surpresas - “vou interpretar canções que não são ouvidas nos meus shows há muito tempo”, declara a cantora. No palco, ela estará acompanhada de uma banda formada por Pedro Baby, na guitarra, Edu Krieger, no baixo, Carlos Trilha, nos teclados, e Leo Reis, na bateria e percussão, além do DJ Mikael Mutti, que já trabalhou com John Legend e Stevie Wonder. A concepção do espetáculo é da própria cantora, com direção de Monique Gardenberg, que volta a trabalhar com Ana depois de a ter dirigido no show “Dois Quartos” e nos DVDs “Estampado” e “9 + 1”.

Esta é a primeira turnê de Ana Carolina desde o projeto “Ensaio de Cores”, um dos maiores sucessos da carreira da cantora. Lançado originalmente em 2010, para apresentações em São Paulo e no Rio de Janeiro, ele teve uma recepção tão calorosa, que ficou cerca de dois anos em cartaz, sendo vista em várias cidades do país. Além de “Ensaio de Cores”, Ana fez, nos últimos anos, dezenas de apresentações do show “Sucessos”, que reúne em duas horas de apresentação mais de 25 dos maiores hits de seus 14 anos de carreira.

#AC” é o sexto disco de inéditas da carreira de Ana Carolina e foi o primeiro álbum disponibilizado por um artista nacional através do streaming no iTunes. Nas lojas, “#AC” chegou em junho com doze canções. O trabalho tem parcerias da cantora com nomes como Guinga, (“Leveza de Valsa”, que ganhou um clipe dirigido pela própria artista), Edu Krieger, Chiara Chivello, Antonio Villeroy, o italiano Bungaro, Rodrigo Pitta, Moreno Veloso e  Carlos Rennó.

Produzido por Alê Siqueira e Ana Carolina, “#AC” foi uma incursão da cantora em temas e sonoridade contemporânea – o álbum traz grooves e scratchs comandados pelo badalado DJ Cia, dividindo os créditos com um time de instrumentistas de primeira linha da música nacional. Além disso, traz participações do cantor e compositor Chico Buarque, que está presente na faixa “Resposta da Rita”, de Guinga (em “Leveza de Valsa”) e da italiana Chiara Chivelo (“Um Sueño Bajo El Agua”).

Cantora, compositora, arranjadora, produtora, instrumentista e musicista, Ana Carolina lançou seu primeiro disco em 1999; hoje, sua carreira já inclui 10 álbuns, seis DVDs e mais de cinco milhões de discos vendidos. Entre outros, ganhou sete vezes o Prêmio Multishow de Música Brasileira, três vezes o Troféu Imprensa e uma vez o Prêmio TIM de Música. O primeiro grande sucesso, “Garganta”, viria já no primeiro álbum. Depois dele, Ana Carolina emplacou cerca de 30 singles nas paradas brasileiras.

ANA CAROLINA

Realização: TIME FOR FUN
Data: 07 e 08 de fevereiro de 2014; (sexta-feira e sábado)
Horário: 22h15min.
Local: Citibank Hall – Rio de Janeiro (RJ)
Av. Ayrton Senna, 3000 - Shopping Via Parque - Barra da Tijuca
Capacidade: 2880 lugares
Ingressos: de R$ 35 a 200 (ver tabela completa)Duração: Aproximadamente 1h40
Classificação etária: Menores de 15 anos somente com presença dos pais ou responsáveis legais
Abertura da casa: 1h30 antes do espetáculo
Estacionamento do Shopping
: R$ 8 (pagamento antecipado)
Acesso para deficientes, ar condicionado
Site
Telefones para informações: 4003-6464
Venda a grupos:
grupos@t4f.com.br
Seguradora Oficial: Allianz


INGRESSOS

PREÇOS POR SETORES - Configuração: Mesas
NORMAL
MEIA-ENTRADA
MESAS SETOR VIP
R$200
R$100
MESAS SETOR PALCO
R$180
R$90
MESAS SETOR ESPECIAL
R$130
R$65
MESAS CENTRAIS
R$100
R$50
MESAS LATERAIS
R$70
R$35
CAMAROTES
R$200
 R$100
POLTRONA
R$80
R$40

· Meia-entrada: obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário;

· Meio de pagamento preferencial: Citi;

· Clientes dos cartões Citi, Credicard e Diners contaram com pré-venda exclusiva entre os dias 13 e 19 de dezembro;

· Ingressos promocionais destinados aos clientes Citi, Credicard e Diners que efetuarem compra serão vendidos com 25% de desconto, todos os dias, na quantidade máxima estipulada de 10% da capacidade por setor;

· Clientes dos cartões Citi, Credicard e Diners que efetuarem compra via internet até 72h antes do evento serão isentos de taxa de entrega;

· Clientes MasterCard crédito tem benefício exclusivo: MasterCard ShowPass, tecnologia de acesso que carrega o ingresso no próprio cartão para ser utilizado na entrada do show (ou evento). 

Mais informações: Showpass.

BILHETERIA OFICIAL – SEM TAXA DE CONVENIÊNCIA
Citibank Hall: diariamente, das 12h às 20h
Av. Ayrton Senna, 3000 - Shopping Via Parque - Barra da Tijuca.

LOCAIS DE VENDA – COM TAXA DE CONVENIÊNCIA
· Pontos de venda no link

· Por telefone, entrega em domicílio (taxas de conveniência e de entrega): 4003-5588 (válido para todo o país), das 9h às 21h - segunda a sábado.

· Pela Internet: Tickets for Fun (entrega em domicílio - taxas de conveniência e de entrega)

FORMAS DE PAGAMENTO
Dinheiro; Cartões de crédito American Express, Visa, MasterCard, Diners; Cartões de Débito Visa Electron e Rede Shop.
 
fonte: assessoria de imprensa

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

BATMAN, NO CINEMA DOS ANOS 40, ERA SINÔNIMO DE DIVERSÃO


BATMAN JÁ FOI DIVERTIDO 
PARTE I: OS ANOS 40
(Francisco Filardi)

a abertura da série de 1943 

Batman fez sua primeira aparição na revista em quadrinhos Detective Comics n° 27, de maio de 1939, publicada pela editora DC Comics1. A personagem de Bob Kane (traço) e Bill Finger (roteiro) teve apelo imediato entre os jovens e já nos anos 40 ganharia duas minisséries para o cinema: em 1943 e em 1949, ambas produzidas pela Columbia Pictures Corporation.

Realizada no auge da Segunda Guerra, a série de 1943, embora incipiente - e ingênua, para os padrões atuais -, situava o herói no contexto político da época. Na aventura, Batman tinha como inimigo o vilão japonês Tito Daka, um fiel seguidor de Hiroito, interpretado por J. Carrol Naish. O elenco trazia Lewis Wilson, no papel principal, e Douglas Croft, como Dick Grayson/Robin. A trama totalizava 15 episódios, com duração aproximada de 25 minutos cada, os quais eram exibidos semanalmente nas matinês. Apesar das limitações técnicas e das fracas atuações, a série tem valor histórico.

Já a produzida no pós-guerra – com o mesmo número de episódios e duração da série de 1943 -, apresentava melhorias significativas no roteiro, nos recursos técnicos, nos efeitos especiais e no desempenho dos atores. Coube ao grandalhão Robert Lowery o papel de Bruce Wayne/Batman e a John Duncan o de menino prodígio. Na série, Batman enfrentava o misterioso vilão encapuzado O Mago.

Ambas as produções possuem características comuns e outras próprias, que seriam exploradas com êxito na série televisiva realizada pela 20th Century Fox, na segunda metade dos anos 60, estrelada por Adam West e Burt Ward, que comentaremos oportunamente. As situações cômicas (e, não raro, absurdas) que marcaram essa produção, entre outros aspectos, tornaram-na popular e, curiosamente, elevaram-na à condição de "cult". Mas, ao contrário do que possam imaginar os fãs da série produzida pela Fox, tais características não eram próprias, pois as séries pioneiras para o cinema também se valeram de circunstâncias inverossímeis, curiosas e até hilárias, conforme anotamos a seguir.


Os pontos comuns entre os seriados de BATMAN, produzidos em 1943 e 1949:

  1. o acesso à Batcaverna se dá pelo gabinete de um enorme relógio de pêndulo, localizado na sala da mansão Wayne;

  1. Batman e Bruce Wayne utilizam o mesmo veículo2, um conversível – cujo teto é recolhido, quando usado por Wayne, e estendido, quando por Batman (na série de 1949, o fato intriga a repórter Vicki Vale);

  1. não raro, Bruce Wayne e Dick Grayson trocam seus trajes civis pelos dos heróis no veículo em movimento;

  1. os bandidos trajam ternos e chapéus, à moda da época;

  1. derrubado por bandidos, Batman é arremessado de janelas (no meio do caminho há um toldo, há um toldo no meio do caminho...);

  1. o início de cada episódio consiste numa repetição do final do episódio anterior, levemente modificado para revelar aos espectadores de que maneira Batman escapara das armadilhas;

  1. Gotham City é elemento secundário nas tramas, sendo raramente citada nas séries;

  1. ambas não aludem ao assassinato de Thomas e Martha Wayne, pais de Bruce, nem à origem de Batman;

  1. Bruce Wayne é retratado como um milionário preguiçoso e não inclinado a atos de heroísmo.

Lewis Wilson, o Batman de 1943

Características da série de 1943:

  1. método de Batman para arrancar confissão de criminosos: deixá-los, a sós, numa sala da Batcaverna, na companhia de morcegos "de verdade". Apavorante!;

  1. roteiro frágil e situações repetitivas;

  1. dupla dinâmica ruim de briga (especialmente, Robin);

  1. o vilão, Tito Daka, é de certo modo condescendente com os fracassos de seus capangas (o único azarado morreu num poço com crocodilos, devido a uma artimanha de Batman);

  1. Batman é frequentemente dado como “morto” pelos capangas de Daka. Mas o herói sempre reaparece para frustrar os planos dos bandidos. Até o japonês fica intrigado: “Será que há vários Batman? Será que fazem parte de alguma organização?”;

  1. É comum Batman quebrar janelas, nas cenas de ação (uma das situações repetitivas, conforme citado no item 2);

  1. o ritmo das lutas remete, de forma distanciada, aos filmes de Chaplin e dos Comedy Capers, ou seja, coordenação e coreografia: ZERO!;

  1. A logo do Batman (morcego de asas abertas) serviu de modelo para aquela que se tornaria clássica no seriado de TV dos anos 60.



Características da série de 1949:

  1. introduz a personagem Vicki Vale, repórter da revista Picture, interpretada pela atriz Jane Adams;

  1. Jimmy Vale, irmão de Vicki, é um dos capangas do vilão O Mago. Jimmy descobre que Batman é Bruce Wayne, mas em circunstância crítica sacrifica-se para salvá-lo;

  1. roteiro mais bem trabalhado que o da série de 1943;

  1. Batman e Robin são melhores de briga (mas, ainda assim, apanham; e muito...);

  1. trajes de Batman e Robin ficam num gaveteiro para pastas suspensas da Batcaverna (o que faz lembrar uma conhecida animação de William Hanna & Joseph Barbera: "Hong Kong Fu", de 1974/1976);

  1. o seriado apresenta Bruce Wayne/Batman iniciado em química;

  1. o grande lance dessa produção: ao longo da trama, o seriado dá inúmeras pistas falsas aos espectadores, mantendo a aura de mistério em torno da identidade do vilão O Mago, somente revelada no último episódio;

  1. a tecnologia está a serviço tanto dos heróis quanto dos vilões (máquinas que identificam pessoas através de portas, O Mago descobre o segredo da invisibilidade, engenhocas que paralisam veículos, filmes fotográficos especiais que captam o que os olhos não conseguem ver etc);

  1. o Batsinal é emitido por um projetor instalado na sala do comissário Gordon;

  1. Bruce Wayne pode ser preguiçoso, mas é criativo: inventa “n” desculpas para escapulir de jantares e encontros com Vicki Vale, e dar andamento às missões de Batman.


Cenas bisonhas do seriado de 1943:

  1. Batman e Robin chegam a determinado ponto de um ferrovia, onde três bandidos preparam uma explosão, para interceptar um carregamento de rádio (elemento químico). Batman dá conta de dois deles e permanece abaixado na ferrovia, para desarmar ou desamarrar a bomba. Robin leva um sopapo do terceiro bandido e cai. A dois ou três metros de distância de Batman, esse terceiro bandido arremessa e acerta um graveto(!) na cabeça do herói, que tomba para o lado e D-E-S-M-A-I-A!;

  1. as lutas de Robin são sempre suspeitas: não se sabe se ele está de fato lutando, dançando ou agarrando os bandidos, numa de "venha cá, meu bem!";

  1. Não raro, o mordomo Alfred se mete em "furadas", para salvar a pele do patrão Bruce. Numa cena em que os heróis preparam uma cilada para os bandidos, Alfred está sentado à mesa, num escritório. Logo atrás, há uma janela, onde Batman e Robin permanecem à espreita. Quando os bandidos chegam, discutem com Alfred e partem para revistar a sala, quando os heróis adentram o recinto (quebrando mais uma janela...). Enquanto os heróis estão aos sopapos com os bandidos, o pobre Alfred vai ao chão. A câmera fecha no mordomo apavorado. E vemos aí uma cena hilária: caído de lado e agarrado nervosamente ao telefone, ele grita: "Socorro! Mandem alguém, pelo amor de Deus! Estão me assassinando!!!".



Cenas bisonhas do seriado de 1949:

Robert Lowery e John Duncan também gostavam de janelas...

  1. em cena de luta num depósito, Batman recorre a uma pilha de caixas de papelão nitidamente vazias para derrubar os bandidos;

  1. escondido num beco, um dos bandidos prepara-se para atacar um policial, que caminha pela via principal. No cruzamento, o bandido parte para o ataque munido de um jornal, fazendo o policial D-E-S-M-A-I-A-R (o mais provável, de susto)!;

  1. tanque de gasolina leva tiro e não explode!;

  1. Batman costuma deixar “pacotes” (bandidos amarrados) na calçada, à porta da chefatura de polícia, com bilhetinhos ao Comissário Gordon, à moda do Homem-Aranha (“do amigo de sempre...”);

  1. o capítulo 8 ("Robin meets The Wizzard") traz uma cena inimaginável: ao preparar-se para pular de um avião, Batman veste o paraquedas, que fica mal colocado, com as tiras folgadas e o dito cujo à altura dos quadris. A cena seguinte mostra o herói em queda livre, com as pernas flexionadas, a barriga para cima e o paraquedas colado na bunda!!!;

    Batman de 1949, antes do "rolo" com o paraquedas...

  1. numa das cenas finais da trama, durante reunião na casa do intratável cientista cadeirante Dr. Hammil, ninguém se dá conta de que o mesmo se encontra de pé;

  1. o Batcinto de utilidades rende também boas cenas absurdas. Dele, saem um maçarico para escapar de uma sala com CO2 e reservatórios de oxigênio parecidos com bombas para asmáticos. Santa mentira, Batman!;

  1. No fim do capítulo 11, intitulado "Robin's ruse" (O ardil de Robin), há uma cena em que Batman e Robin seguem de carro, por uma estrada, em perseguição ao veículo do vilão O Mago. É quando ocorre um diálogo hilário entre este, no banco do carona, e um capanga, que conduz o veículo:

(O Mago) - Estão nos alcançando! Não pode ir mais rápido?
(capanga) - Saia e me consiga outro carro!
(O Mago) - Não é hora para piada! Vejo que terei de assumir o controle, como sempre!


Se tal cena fosse produzida hoje, é muito provável que O Mago sacasse da cintura uma pistola e desintegrasse o capanga engraçadinho, o que equacionaria o problema de peso do veículo...


Brincadeiras à parte, as séries de 1943, 1949 e 1966/1968 propõem um universo distinto daquele visto nos quadrinhos. Em todas, vemos Batman agindo à luz do dia (o que foge à natureza sombria da personagem) e um Bruce Wayne preguiçoso e aparentemente descompromissado para com o próximo e a sociedade. Apesar dessas características, que decerto contrariam fãs ortodoxos, são séries que, até hoje, garantem a diversão de uma audiência não exigente.


1 Wikipédia.

2 Embora Batman utilizasse carro desde sua primeira aventura nos quadrinhos, a denominação “batmobile” só apareceria nos quadrinhos em 1941. No entanto, o termo só viria a tornar-se popular, de fato, com o seriado produzido pela 20th Century Fox, para a rede televisiva ABC, nos anos 60. Esse veículo foi adaptado por George Barris, a partir de um Lincoln Futura, ano 1955, fabricado pela Ford, em série não disponibilizada para consumidores. Totalmente remodelado, esse “batmobile” foi leiloado em janeiro de 2013 por U$4,6 milhões.

"HOMENS", DE CAIO FERNANDO ABREU, CHEGA AO TEATRO DO JOCKEY, NA GÁVEA/RJ

Baseado na obra de Caio Fernando de Abreu

HOMENS

Adaptação e direção Delson Antunes

Com Romulo Estrela, Thiago Chagas, Marcelo Cavalcante, Hilton Vasconcellos, Kiko do Valle, Rogério Mendes, Iuri Saraiva e Pedro Queiroz.

De 10 de janeiro a 23 de fevereiro, no Teatro do Jockey

A vida é uma ponte sobre dois nadas e eu tenho pressa”
Caio F.
 
foto: Felipe Pilotto
 O espetáculo Homens, baseado em contos e correspondências do renomado escritor gaúcho Caio Fernando Abreu, inicia sua temporada no dia 10 de Janeiro de 2014, no Teatro Municipal do Jockey. A peça apresenta diversos pontos de vista sobre o universo masculino pela ótica e Caio F.. Com dramaturgia e direção de Delson Antunes, que há quase dez anos vem trabalhando em adaptações de obras literárias para o teatro, Homens procura recriar no teatro a linguagem ambígua e fragmentada, poética e minimalista do autor.

“Tornar a palavra em ação me encanta. Busco diversas técnicas para tirar o melhor proveito da palavra.”, explica Delson, também responsável pela adaptação de texto do espetáculo “Mulheres de Caio” (2010) e de autores com Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Lima Barreto, Mario Quintana, entre outros.

Com um olhar passional, contemporâneo e, por vezes, cômico, oito atores se revezam nos diversos papéis, que tem como fios condutores a história de amor entre dois homens, retirada do conto “Pela Noite”, e a de um escritor em seu processo de criação, um quase alter ego de Caio F.

Embalados pela trilha sonora criada por Pedro Veríssimo, os atores Romulo Estrela (no ar na novela “Além do Horizonte”), Thiago Chagas, Marcelo Cavalcante, Hilton Vasconcellos, Kiko do Valle, Rogério Mendes, Iuri Saraiva e Pedro Queiroz dão vida as histórias do autor. Com um cenário composto por oito portas, que se abrem de se descolam de diversas maneiras, mostram a constante busca do ser humano pelo outro, que muitas vezes pode ser a busca por si mesmo.

Segundo Thiago Chagas, ator e produtor da montagem, o projeto parte da ideia de falar sobre o universo masculino, abordar o tema de uma maneira única, tratar de um assunto escasso na dramaturgia brasileira através da qualidade dramatúrgica dos textos de Caio.

“Ninguém fala sobre o amor dos Homens. Juntar amor e Homens não é assim tão simples, parece que o Homem não ama, não chora, não sofre, e isso não é absolutamente verdade. Pra mim é um orgulho trazer novamente a cena um espetáculo com um discurso tão rico”, completa Thiago.

Por situações, descobertas e ritos de passagem que remetem às experiências masculinas, os personagens, retirados de contos como ‘Pela Noite’, ‘Companheiro’, ‘Destino Desfolhou’, ‘Sargento Garcia’, ‘Linda, uma história Horrível’ e ‘Além do Ponto’, se deparam com portas que necessitam ser abertas, ou se abertas, precisam ser atravessadas. Vivem a angústia de atravessar ou não esses portais e lidar com as novas possibilidades. Através da lente de aumento para o lado efêmero do cotidiano, o espetáculo aponta saídas, esperanças e reflexões para um novo momento do ser humano.

...o resultado final faculta ao espectador uma visão abrangente do pensamento de um autor extremamente sensível, perspicaz observador da vida e das contradições humanas, aí incluindo-se, naturalmente, as relativas ao amor e ao sexo. Estruturado a partir de cenas curtas, algumas das quais são interrompidas e mais adiante retomadas, o espetáculo dirigido por Delson Antunes presta um emocionado tributo ao brilhante autor gaúcho, materializando na cena, através de marcas diversificadas e expressivas, os principais conteúdos em jogo.”
(Lionel Fischer)

O roteiro, habilidoso na interrupção da sequencia das pequenas histórias que se misturam, quebrando a linearidade, mas sustentando o rendilhado da trama. A ação se estabelece pela dinâmica da dialogação e pela movimentação que impulsiona cada um dos quadros, adicionando autonomia expressiva ao caráter literário da origem. A versão do diretor Delson Antunes ganha vida em paralelo a sua pulsação dramática.”
(Macksen Luiz)

Eis aí um exemplo dos bons momentos em que o trabalho de Antunes é bom por não ser outra coisa que não seta que aponta para Caio. Vale a pena ver!”
(Rodrigo Monteiro)
 
FICHA TÉCNICA

Autor: Caio Fernando Abreu
Adaptação e Direção: Delson Antunes
Direção de Movimento: Ana Bevilaqua
Cenário: Teka Fichinsk
Iluminação: Luiz Paulo Nenen
Figurino: Nello Marrese
Programação Visual: Carol Vasconselos
Trilha Sonora: Pedro Veríssimo
Assistente de Direção: Kiko do Valle
Assessoria de Imprensa: Daniella Cavalcanti
Direção de Produção: Thiago Chagas
Produção Executiva: Juliana Stuart
Assistente de Produção: Iuri Saraiva
Assistente de Cenário e Figurino: Ianara Elisa
Assistente de Assessoria de Imprensa: Fernanda Miranda
Realização: Chagas produções

SERVIÇO

Temporada: de 10 de Janeiro a 23 de Fevereiro
Local: Teatro Municipal do Jockey (Av. Bartolomeu Mitre, 1.110 – Gávea, RJ)
Telefone: (21) 3114-1286
Horário: Sexta a domingo, às 21h
Ingresso: R$30,00
Duração: 80 minutos
Capacidade: 120 lugares
Bilheteria: quarta a sexta, das 15h às 21h, e sábado e domingo, das 14h às 21h
Classificação: 16 anos
Gênero: drama
Obs.: Entrada de veículos pela Rua Mário Ribeiro, 410.

CURRÍCULOS

Delson Antunes

Delson Antunes é premiado diretor teatral com ampla atuação em adaptação de obras não teatrais para a cena. Mestre em Teatro na Uni-Rio, Delson é um dos mais requisitados coaches de atores no Rio de Janeiro e autor da obra de referência Fora do Sério - Um Panorama do Teatro de Revista Brasileiro. Em 2007 dois de seus espetáculos foram indicados ao Prêmio Shell: O Homem Vivo, com indicação de melhor atriz (Camilla Amado) e melhor iluminação (Luís Paulo Neném); e Anjo Malaquias, indicado a melhor roteiro (de sua autoria). Em 2008, Anjo Malaquias recebeu, ainda, os seguintes prêmios no Festival de Teatro do Rio: Melhor direção, roteiro, iluminação, ator coadjuvante e melhor espetáculo pelo por júri popular. Com Camila Amado co-dirigiu duas montagens: A Cantora Careca & A Lição (2011) e A mais Forte (2008) que realizaram bem sucedidas temporadas em importantes teatros da cidade.

Nos últimos anos Delson Antunes tem se dedicado a apresentação de saraus a partir da transposição de textos não-teatrais em ação cênica. Fugindo do recital literário e do estilo declamatório, Delson conduz os atores à vivência profunda e confessional dos textos. Entre seus espetáculo estão: Entre Quatro Paredes, Morrer ou Não, O Gato Preto, O Homem que Sabia Javanês, Mulheres de Caio, Homens e Se Eu Fosse Eu. Na década de 80 foi premiado pela Fundação Cultural do Distrito Federal pelo seu trabalho de autor (Hoje Tem Marmelada) e direção (A Farsa de Yarim no Céu de Mandacaru).

Thiago Chagas

Ator e produtor, Thiago Chagas, produz todos os workshops de Sergio Penna e Camilla Amado por todo Brasil. No Teatro este ano esteve em cartaz com José de Abreu na comédia Bonifácio Bilhões no Teatro Gazeta em SP, assina a realização e atua no espetáculo itinerante “Se eu fosse eu” da obra de Clarice Linspector e atualmente esta em cartaz atuando em “Vampiras Lesbicas de Sodoma” comédia musical com supervisão de Cesar Augusto.  Em 2012 produziu e atuou na peça que esteve em cartaz durante 6 meses no teatro Leblon, da obra de Caio Fernando Abreu, “Homens”.

Foi assistente de produção e direção de Camilla Amado e Delson Antunes no espetáculo “A Lição e A Cantora Careca”.   Na TV, esteve no elenco do seriado “Macho Man” da TV Globo e atuou na novela “Cidadão Brasileiro” na TV Record. Além de outras participações. No teatro esteve em cartaz com mais de 15 peças, entre elas, “Prohibidão”, “Mistério na Mansão” e “Viva o Cordel Encantado” Apresentou-se com o grupo Dez necessários, direção de Paulinho Serra, e viajando pelo Brasil com as apresentações. Foi gerente de produção da escola “Casa de Dramaturgia Carioca” onde concluiu o curso regular com os diretores: Ana Kfouri, Guida Vianna, Tânia Brandão, Jose Celso e Fátima Toledo. Fundou a “Família Oficina” Bemvindo Sequeira.
Cursou Cinema na Universidade Gama Filho, coordenada por Ruy Guerra. Participou de 10 curtas metragens.

fonte: assessoria de imprensa

ESPETÁCULO "BASEADO NA RUA DE TRÁS" RETORNA À SEDE DAS CIAS., NA ESCADARIA SELARÓN

Com influência de Kafka e o teatro do absurdo, peça é a primeira montagem da Outra Cia. de Teatro dirigida por Gustavo Damasceno


Após duas temporadas na Zona Sul carioca, o espetáculo BASEADO NA RUA DE TRÁS, chega à Sede das Companhias, na Lapa, a partir do dia 8 de janeiro, 20h.

A montagem dirigida por Gustavo Damasceno participou do festival carioca NOVA CENA CARIOCA, na sede das CIAS e traz no elenco Carolina Ferman, Mateus Tiburi, Nara Parolini e Thiago Ristow — da extinta Cia. Laranja Eletrônica que, há dois anos, esteve em cartaz dirigida por Ivan Sugahara.
 
O espetáculo conta a história de H, que vai para uma cidade onde coisas mudam a todo instante, seres misteriosos tentam manipular o novo cidadão que se apresenta naquele lugar. O protagonista, tenta se adaptar numa sociedade opressora, onde todos os outros personagens vivem em um clima cinematográfico  estranho.
 
Com influências de Kafka, Brecht, Nelson Rodrigues, Stuart Hall, e do teatro do absurdo, a tragicomédia contemporânea apresenta imposições sociais, muitas vezes despercebidas, as crises de identidade, discute a célebre questão do "ser ou não ser", os jogos de submissão e aceitação, a dúvida de permanecer ou de partir, o desejo por sexo e por um cigarro a mais. 
 
Segundo o autor, a montagem fala sobre escolhas. “Escolher a permanência pela ignorância, o porquê de continuarmos naquele lugar ou naquela situação, que na maioria das vezes é opressora e impositiva, sem sabermos se existe outro lado pra seguir”, explica Mateus.
Juntos, os quatro atores buscaram um texto que discutisse o momento que estavam passando, contudo, não encontraram um material que fosse fiel ao sentimento do grupo. Mateus então decidiu se lançar na missão de dar forma ao projeto e escreveu o texto em três semanas. “O processo de criação foi longo e tomou uma nova forma, a partir de cada pessoa que entrava no projeto”, explica. “A direção do Gustavo se encaixou perfeitamente em nossa forma de pensar o teatro e juntos, com coragem e amor, construímos esse fragmento de vida que é baseado na rua de trás”, conclui o autor e ator da montagem.

SOBRE A COMPANHIA
 
Criada em 2010, a OUTRA CIA. DE TEATRO é formada por jovens atores que se conheceram na CAL – Casa de Artes de Laranjeiras e realizaram duas montagens que tiveram destaque na cena teatral carioca. Dois anos após as temporadas, assinadas pela Cia. Laranja Eletrônica, apenas quatro integrantes deram continuidade à carreira teatral e, buscando iniciar um novo projeto, criaram a nova companhia. A primeira peça desta nova etapa conta com um texto próprio e marca a busca de um grupo jovem por uma maneira de produzir, criar e pensar o teatro.


SOBRE A DIREÇÃO
 
Formado na CAL – Casa de Artes de Laranjeiras, Gustavo Damasceno trabalhou em diversos espetáculos na Cia. Teatral Ovelhas Negras como ator, dire­tor e autor. Em 2003, começou a trabalhar com a Cia. Amok Teatro, participando como ator do espetáculo MacBeth, de William Shakespeare (2004 – 2008) e do espetáculo “Savi­na”, de Mateo Maximov (2006 – 2008) ambos com estreia no Centro Cultural Banco do Brasil e turnê pelo Brasil através do SESC – Palco Giratório. Dirigiu o espetáculo “Curtas”, de sua co-autoria com Samantha Schmütz e André Frazzi, com apresentações bem sucedidas em cidades brasileiras. Em fevereiro de 2010, estreou em São Paulo, como ator, no espetáculo “Festa de Família” de David Eldridge, sob a Direção de Bruce Gomlevsky – indicado ao Pre­mio Shell de melhor direção deste ano. Em dezembro de 2009 estreou com a Cutelaria de Teatro, como diretor e dramatur­go, o espetáculo “Sr. Fox”, no circuito SESI-RJ.

 
FICHA TÉCNICA
Texto: Mateus Tiburi.
Direção: Gustavo Damasceno
Elenco: Carolina Ferman, Mateus Tiburi, Nara Parolini e Thiago Ristow
Cenário: Claudiney Barino
Figurino: Jael de Oliveira
Iluminação: Renato Machado
Trilha sonora: Carlos Bernardo
Vídeo: Mario Franca
Programação Visual: Thiago Ristow
Ator substituto: Ricardo Damasceno
Direção de movimento e coreografia: Edney D’conti
Colaboração Dramatúrgica: Gustavo Damasceno e Outra Cia
Realização Outra Cia
Assessoria de Imprensa: Minas de Ideias

 

SERVIÇO

Temporada: De 08 a 30 de janeiro de2014.
Local: Sede das Cias - Rua Manoel Carneiro 12, Escadaria do Selarón - Lapa
Horário: Quartas e quintas às 20h
Preço: R$ 20,00 – R$ 10,00 (Meia)
Duração: 80 minutos
Faixa etária recomendada: 14 anos
Gênero: Tragicomédia
fonte: assessoria de imprensa