terça-feira, 7 de janeiro de 2014

CASA DE CULTURA LAURA ALVIM, EM IPANEMA/RJ, RECEBE ESPETÁCULO DE ARTISTAS CURITIBANOS, EM "STAND UP DRAMA"


Stand Up Drama” reúne quatro peças dentro do projeto Multiprocessador, da Cia. Portátil.


Letícia Sabatella, Márjore Estiano, Alexandre Nero, Fabiula Nascimento, Katiuscia Canoro, Fernanda Machado, Leonardo Miggiorin são apenas alguns dos vários artistas que se formaram e iniciaram suas carreiras em Curitiba (PR) e saíram para conquistarem seu espaço no Rio de Janeiro. Todos esses nomes citados acima, ou trabalhou, ou assistiu a Cia Portátil de Curitiba. Conhecida por abrigar um dos mais respeitados festivais de teatro do país e por sua grande efervescência artística, Curitiba estará em destaque nos meses de janeiro e fevereiro no porão da Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema. Dirigida por Rafael Camargo, a Cia. Portátil apresentará quatro peças intituladas pelo grupo como “Stand up drama”, uma brincadeira com os stand up comedys que conquistaram o público de alguns anos para cá.
Stand Up Drama é a linguagem mote da mostra multi processador que acontece na casa de Cultura Laura Alvim em janeiro e fevereiro de 2014. O Teatro da inação, nomina esta pesquisa, a economia e a densidade forjam as interpretações, apenas o necessário no palco pulsa.
“Pessoalmente Fernando” Abre a mostra, Escrito pelo diretor e dramaturgo Edson Bueno, compila poemas e textos do grande poeta português Fernando Pessoa.
Encenado pelo premiado ator, diretor e dramaturgo Paranaense Rafael Camargo, o espetáculo propõe um Stand Up diferenciado, o drama é o foco. Reforçado pela trilha melancólica de Carlos Careqa recheada de Tom Waits, e uma versão inédita de “Ladeira da memória” cantada por Chico Buarque.
“A Anta de Copacabana”  texto e direção de Rafael Camargo, encenada por Adriano Petermann, trata-se de uma metáfora de questões existenciais, narra a angustia de um morador imaginário do universo de Copacabana, reminiscente a Nelson Rodrigues, Clarice Lispector e invisíveis moradores de rua.
Um loop especialmente composto para o espetáculo, utiliza a seguinte frase de Nelson Rodrigues,” Foi o que lucrei com a minha doença, com esta certeza, a Alma é imortal.”
Com esta certeza trabalha este grupo de artistas que trabalha sem lei de incentivo e  patrocínios, trazendo pesquisa, diversão e arte. Bebendo em Paulo Leminski pensam eles:” Distraídos Venceremos”.
O terceiro espetáculo da mostra, “Dona MacBeth”, Com os atores: Amandha Lee, Joelson Medeiros, Stella Maris Moreira, e Zeca Cenovicz, trás o espírito de Lady MacBeth como fonte de inspiração. Neste ensaio do dramaturgo e diretor Rafael Camargo, utilizou fragmentos de falas reinventadas da personagem criada por Wiliam Shakespeare e textos originais sobrepostos, desenhando um caminho de diferentes proporções e olhares sobre pessoas, escolhas, desejos, a natureza humana e o acaso. 
- Vamos fazer praticamente uma ocupação curitibana no verão carioca para apresentarmos o trabalho de muita gente talentosa de Curitiba e de alguns novos parceiros que conhecemos aqui no Rio e em São Paulo que é o caso de Carlos Careqa, um “Catarina” que fez carreira em Curitiba e a mais de 10 anos mora em São Paulo . Temos muitos amigos que atualmente moram no Rio e São Paulo que já passaram pela companhia”, conta Adriano Petermann, que além de ator e diretor é um dos organizadores do projeto.

A estreia acontece dia 10 de janeiro com a peça Pessoalmente Fernando, uma adaptação de poemas de Fernando Pessoa feita por Edson Bueno e apresentada e dirigida por Rafael Camargo. Ainda serão apresentados os monólogos A Anta de Copacabana (tex. E dir. Rafael Camargo com Adriano Petermann), Dona Macbeth (Texto e direção Rafael Camargo, com Amandha Lee, Joelson Medeiros, Zeca Cenovicz e Stella Maris Moreira). Dentro do projeto Multiprocessador ainda acontecerá o pocket show “O Passado é um fósforo queimado”, com a cantora Ana Cláudia Decker e o compositor Márcio Mattana.

- Morei durante dez anos no Rio e tenho um carinho muito grande por essa cidade. Realizar o Projeto Multiprocessador e participar dos “Stand up Dramas” feito pela Cia. Portátil de Curitiba, aqui no Rio de Janeiro, é uma forma de retribuir aos cariocas um pouco do que eu aprendi com eles.”, diz Rafael Camargo.


Pessoalmente Fernando

Texto: Edson Bueno – Adaptado dos poemas de Fernando Pessoa
Direção: Rafael Camargo
Com Rafael Camargo
Temporada: 10/01 a 02/02 – Sexta, sábado e domingo às 18h30
Valor: R$ 30,00 (inteira)
Classificação: 14 anos.
Duração: 40 min. 
Local: Casa de Cultura Laura Alvim – Espaço Rogério Cardoso. Avenida Vieira Souto, 176 – Ipanema.

Suave adaptação do dramaturgo Paranaense Edson Bueno sobre a obra de Fernando Pessoa. A alma de "Pessoalmente Fernando" nasceu dos textos de Fernando Pessoa e de seus heterônimos (Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos). É um espetáculo minimalista, pequeno e delicado, que mostra a relação visceral  que o escritor teve com a vida. Memórias presentes. Fernando precisa retornar a casa em que viveu sua infância e onde despertou seu olhar para a poesia. O lugar agora é um retrato de sua própria solidão existencial. Não queria estar ali, mas está. Não gostaria de lembrar o passado, mas a presença da construção abandonada o obriga. Em um golpe do destino, sua própria poesia, palavra e imaginação trazem, na forma de criação literária, personagens mortos e de pura invenção para um reencontro com o passado e uma reflexão lúdica com o próprio presente. O texto tem como tônica a solidão do personagem, que foge de uma vida medíocre para outra e não consegue se livrar da mediocridade interior. A peça relata ainda a história de um homem que só conseguia se comunicar com o mundo por meio de algo que ele inventou para fugir dele mesmo.  


A Anta de Copacabana 
 
Texto e direção: Rafael Camargo
Com Adriano Petermann
Temporada: 17/01 a 23/02 - Sexta, sábado e domingo às 21h30
Valor: R$ 30,00 (inteira)
Classificação: 14 anos.
Duração: 40 min. 
Local: Casa de Cultura Laura Alvim – Espaço Rogério Cardoso. Avenida Vieira Souto, 176 – Ipanema.

A Anta de Copacabana , Tantã e o Guarda Noturno, fazem parte de uma trilogia sobre a solidão, “loucura”, a existência e sua condição.O dramaturgo  Rafael Camargo expõe o trágico e o bizarro humano nessa empreitada. O texto discorre sobre a bela,  mágica, e por vezes triste  passagem que se chama viver, se deparando com pequenas e simples questões, mas que miseravelmente não se tem respostas. É uma espécie de divertimento sádico, um prazer humano, que acha graça da própria ferida; tentando quem sabe, exorcizar estes fantasmas que rondam por toda a vida e por toda a morte, talvez.A Anta de Copacabana fala sobre o surto. Como uma criança a loucura quebra  regras,  convenções e desvela a  estúpida hipocrisia do cotidiano. Obcecado pelo tão carismático bairro do Rio, Copacabana, aprisionado em sua existência, o morador do bairro vive num emaranhado de lembranças e divagações, a espera de um sinal que o liberte. Um tanto de filosofia, delírio, poesia e agressividade pontuam o discurso, permeando o universo  assustador e mágico que é a loucura, a vida e a morte. Uma metáfora sobre nossas prisões, sobre a falta de coragem de mudar, de partir.  Um comentário poético sobre o apego que é viver.   Este texto estreou em 99 no Rio de Janeiro, ficou em cartaz no teatro Casa Grande, em 2000 São Paulo no Sesc consolação, 2001 abriu o festival nacional de Cachoeiro do Itapemirim, 2002 foi destaque do fringe no festival de Curitiba, 2003 festival de inverno da UFPR em Antonina,  e temporada em Curitiba no Teatro Cleon Jaques.      


Dona Macbeth

Texto e direção: Rafael Camargo
Com Amandha Lee, Joelson Medeiros, Zeca Cenovicz e Stella Maris Moreira
Temporada: 24/01 a 23/02 - Sexta, sábado e domingo às 20h
Valor: R$ 30,00 (inteira)
Classificação: 14 anos.
Duração: 50 min. 
Local: Casa de Cultura Laura Alvim – Espaço Rogério Cardoso. Avenida Vieira Souto, 176 – Ipanema.

O espírito de Lady MacBeth, personagem criado por William Shakespeare, pulsa como entidade e inspiração neste ensaio do dramaturgo e diretor Rafael Camargo. Paixões, ambições desmedidas, assassinatos, tragédias e escolhas por vezes sombrias e nem sempre legítimas ou acertadas, constroem um fotograma de conflitos humanos e sua busca por algum tipo de saída. 
 
A força da vida, da sobrevivência, da existência, das convivências, dos amores e desamores, constroem o pano de fundo para uma reflexão sobre o homem, as conquistas, o poder e seu preço. 
 
Fragmentos de falas reinventadas de Lady MacBeth e textos originais, sobrepostos, desenham o caminho de diferentes proporções e olhares, sobre pessoas, escolhas, desejos, a natureza e o acaso. 
 
O sobrenatural, representado por seres espectrais místicos, num insistente bordão - por mais contraditório que possa parecer - nada mais é que uma busca de racionalidade, de um tipo de consciência, de uma moral, ou simplesmente de uma ética mínima. O extraordinário criado pelo homem para orientá-lo. 
 
Ainda que caminhando a aparentes passos largos, em jatos supersônicos, engatinhando parece estar o homem, bem longe de uma ideia de humanidade solidária e serena como deseja a frágil e ingênua utopia do autor.


Modesta Proposta para evitar que as crianças do Rio de Janeiro sejam um fardo para seus pais ou para sua cidade.

Texto: Jonathan Swift
Traduzido e adaptado por Fabio Salvatti
Direção: Adriano Pertermann
Com Carlos Carega e Stella Maris Moreira
Temporada: 14/01 a 23/02 - Sexta, sábado e domingo às 18h30
Valor: R$ 30,00 (inteira)
Classificação: 14 anos.
Duração: 40 min. 
Local: Casa de Cultura Laura Alvim – Espaço Rogério Cardoso. Avenida Vieira Souto, 176 – Ipanema.

Na Irlanda de 1729, obviamente, os meios de produção, os objetos de consumo e a realidade cotidiana eram bastante diversos daqueles com os quais convivemos hoje, no Brasil contemporâneo. No entanto, a miséria das ruas da Dublin de então infelizmente coincide com a das grandes cidades brasileiras. 
 
Militante político, o escritor Jonathan Swift (famoso por As viagens de Gulliver), indignado com a penúria da sociedade irlandesa, escreveu naquele ano um breve ensaio, chamado A Modest Proposal for Preventing the Children of Ireland from Being a Burden to their Parents or Country. Nele, Swift lançava mão da ironia, recurso que dominava com maestria. Sua “modesta proposta” tinha um caráter de eugenia social: através de uma proposição radicalmente grotesca, buscava atentar para a necessidade de uma eficaz modificação na estrutura da sociedade irlandesa.

Tanto a infeliz recorrência da situação de penúria quanto a infeliz plausibilidade da irônica proposta de Swift são as justificativas que suportam a idéia de adaptar para a nossa cena o ensaio do escritor irlandês, nascido em 1667 e falecido em 1745.

A presente encenação relocaliza a Modesta Proposta na cidade do Rio de Janeiro, com sua especificidade contemporânea. Aproveitando o viés da ironia, a única figura em cena (não podemos falar em personagem) é uma mendiga grávida que aproveita o tempo do seu discurso para preparar um suculento bife, a ser comido numa luxuosa mesa posta.


Pocket show “O Passado é um fósforo queimado

Data: 7, 8 e 9 de fevereiro às 18h
Valor: R$ 30,00 (inteira)
Classificação: 14 anos.
Duração: 90 min. 
Local: Casa de Cultura Laura Alvim – Espaço Rogério Cardoso. Avenida Vieira Souto, 176 – Ipanema.

O público poderá conferir a performance dos músicos e compositores Márcio Mattana e Ana Cláudia Decker no show “O passado é um fósforo queimado”. O espetáculo é centrado em canções populares de Márcio Mattana e outros compositores Curitibanos contemporâneos, entre eles Troy Rossilho, Octavio Camargo, Adriano Petermann, Ana Cláudia Decker, Thadeu Wojciechowski e Luiz Felipe Leprevost. No programa, sambas, emboladas, blues, valsas e toadas, entremeados por prosa e poesia dos mesmos autores. Sobe o palco, a cantora Ana Cláudia Decker (voz e percussão) e o compositor Márcio Mattana (voz, violão) juntam-se a eles algumas participações especiais, como por exemplo Guilherme Winter e Adriano Petermann cantando uma canção inédita composta pelos dois, já confirmados.



SOBRE A CIA. PORTÁTIL 
 
Desde a fundação do grupo, em 2000, o elenco da Cia. Portátil vem apostando em ser co-autor de sua própria dramaturgia. A vontade de falar sobre temas da atualidade e de construir uma linguagem de teatro popular para os tempos de hoje são os principais motivos desta escolha, que já gerou trabalhos de sucesso. 
 
Em dezembro de 2000 estreamos o espetáculo “As Fabulosas” com texto e direção de Rafael Camargo, no Mini-Guaíra. Com grande sucesso de público e críticas, nos tornamos a sensação do Fringe na edição 2001 do Festival de Teatro de Curitiba. Sendo assim, fomos convidados, em 2002, a integrar a Mostra Contemporânea do Festival de Teatro de Curitiba daquele ano, com o espetáculo “Lingüiça no Campo” texto coletivo improvisado pelo grupo e direção de Rafael Camargo. Logo depois em 2003/2004, administramos durante 18 meses a Residência Cultural no bairro do Rebouças denominada “Multiprocessador” onde desenvolvíamos pesquisa, diversão e arte para toda a comunidade curitibana, mas principalmente as comunidades mais próximas como o próprio bairro do Rebouças e Vila Pinto. Oferecendo oficinas de arte, filmes, livros, teatro, música e muita celebração. O Resultado de tudo isso se transformou em um espetáculo. Surgiu então, “Preta-Porquê” texto coletivo improvisado pelo grupo e direção de Rafael Camargo, entrando para o repertório da Companhia. Ocupamos também em 2003, o Teatro Cleon Jaques com “Lingüiça no Campo” e “As Fabulosas” e mais dois monólogos dirigidos por Rafael Camargo, “A Anta de Copacabana” e “As Sete Cartas de Sofia”. Permanecendo quase três meses em temporada, oferecendo teatro com o repertório de uma Companhia quase que diariamente a preços populares. Levamos também “As Fabulosas” para São Paulo, Festivais do Sul do País e junto com “Preta-Porquê” em 2004 para a cidade do Rio de Janeiro. Em 2004 ainda participamos do evento de Leituras Dramáticas do Teatro Guaíra “Amigos dos amigos” com a leitura do texto “Elizaveta Ban do dramaturgo russo Danil Charms e direção de Márcio Mattana. Em 2005 participamos, na cidade do Rio de Janeiro, do Mercadão Cultural realizado no Teatro Carlos Gomes com o esquete cômico “Café Andaluz” de Alejandro Calderer. Em 2010 realizamos uma espécie de junção da Velha Guarda e demos início ao Coletivo Portátil do Theatro de Alumínio, com o espetáculo Amoradores de Rua (2010). Depois fizemos com o Coletivo Portátil, End e Uma entre Mil Histórias de Amor (2011), O Buraco da Fechadura (2012) E agora Rafael Camargo e o Coletivo Portátil do Theatro de Alumínio está em cartaz em Curitiba no Teatro Novelas Curitibanas com Cronópios da Cosmopista – um antimusical psicodélico. Em 2013 A Cia. Portátil também realizou em Curitiba o espetáculo Zequinha Pop com a primeira direção profissional de Andréa Obrecht. 

fonte: assessoria de imprensa 

ESPETÁCULO "GONZAGÃO - A LENDA" COMPLETA UM ANO EM CARTAZ E RETORNA AO RIO DE JANEIRO, EM CURTA TEMPORADA

Sarau Agência de Cultura
apresenta
 
De volta ao Rio de Janeiro em curtíssima temporada!
 
De 09 a 26 de Janeiro no Teatro João Caetano
 
Há um ano em cartaz e com diversos prêmios e lindas críticas na bagagem, musical em homenagem a Luiz Gonzaga, visto por cerca de 75 mil pessoas, volta ao Rio de Janeiro.
foto: Eduardo Tarran
 
Depois do enorme sucesso de público e crítica no Rio de Janeiro, São Paulo e Nordeste, com apresentação especial em Exú, cidade natal do Reio do baião, o musical “Gonzagão – A Lenda, de João Falcão volta ao Rio de Janeiro para curtíssima temporada no Teatro João Caetano. Considerado um dos melhores musicais brasileiros, o espetáculo está em cartaz há mais de um ano e foi vencedor do Prêmio Shell de Teatro 2012 de Melhor Música; do 7º Prêmio APTR de Melhor Produção; e do Prêmio FITA 2013 nas categorias Melhor Espetáculo (Júri Popular), Melhor Direção e Melhor Figurino.
 
Nessa montagem, João Falcão apresenta dois novos talentos ao público:
Marcelo Mimoso, que narra boa parte da história de Gonzaga no palco e canta a maioria das músicas, nunca tinha assistido a uma peça antes. Filho de sanfoneiro, Marcelo é taxista e também cantor de forró. Foi descoberto pelo diretor João Falcão numa noite em que se apresentava em um bar da Lapa.
O único papel feminino do elenco é de Larissa Luz, o primeiro de sua carreira já que ela não era atriz, mas sim cantora. Descoberta por João, assim como Marcelo Mimoso, Larissa era cantora do famoso grupo baiano Ara Ketu e esta foi sua estreia no teatro. “Vi Larissa cantando num vídeo de internet que um amigo me mostrou”, conta o diretor que confessa gostar de experimentar pessoas em outras áreas de atuação. “Reconheci ali um talento assim que vi as imagens. Larissa, que com seu enorme carisma já recebeu a indicação de Melhor Atriz no prêmio FITA 2013, é muito expressiva e tem uma presença muito forte. O grupo já era muito coeso e tinha de ser uma pessoa que se entrosasse bem com eles. Nos conhecemos pessoalmente, fizemos uma leitura e nos apaixonamos por ela. Larissa conseguiu pegar tudo muito rápido e vem fazendo um belíssimo trabalho”, afirma entusiasmado João Falcão.

Ainda na agenda de 2014, a montagem terá a honra de abrir o ‘Festival Ibero-Americano de Teatro de Bogotá’, 
o maior da América Latina.

foto: Eduardo Tarran
 
Sobre o espetáculo
Oito atores e uma atriz se revezam no palco em uma viagem musical pela trajetória do Rei do Baião. Como em qualquer história de homem que vira mito, a vida de Luiz Gonzaga tem passagens em que as versões de seus biógrafos não convergem, em que realidade e fantasia se confundem, e o autor e diretor João Falcão se sentiu livre para tratar mais do mito do que do homem.
É a história de Luiz Gonzaga, mas não é Wikipédia”, diz Falcão, que evitou qualquer didatismo na construção do texto, embora tenha lido vários livros sobre um dos artistas mais importantes da música brasileira, morto em 2 de agosto de 1989, cujo centenário de nascimento foi comemorado em dezembro de 2012. 
A opção por uma abordagem teatral, não enciclopédica, fica explícita logo no início da peça, quando uma trupe se apresenta para contar a “lenda do Rei Luiz”. Os atores desta trupe anunciam que encenarão uma história iniciada “no sertão do Araripe lá pelos idos do século XX”.
As referências são maciçamente nordestinas, sobretudo pernambucanas. Luiz Gonzaga nasceu no município de Exu, de onde saiu aos 17 anos para ganhar o mundo. João Falcão também é de Pernambuco, da cidade de São Lourenço da Mata. “A festa mais importante da minha casa era a de São João, e São João era Luiz Gonzaga. Ele era patrimônio do povo, mais do que qualquer outro artista. Poucas músicas que estou usando no espetáculo descobri agora. A maioria eu sabia de cor, já sabia tocar”, conta ele, que também é compositor. 
Na história do rei do baião, João Falcão se permitiu rebatizar duas mulheres importantes da vida do músico, Nazarena (o primeiro grande amor) e Odaléa (a mãe de Gonzaguinha) como Rosinha e Morena, respectivamente, nomes que aparecem em músicas do compositor. E ainda se permitiu criar um encontro que nunca aconteceu: Luiz Gonzaga e Lampião, dois mitos nordestinos. Também há espaço para se falar da originalidade de Gonzaga, um artista que, a partir dos ensinamentos de seu pai, Januário, criou em sua sanfona um gênero, o baião, e o transformou em sucesso e patrimônio nacionais. 
Dentre as cerca de 40 canções que estão no espetáculo há sucessos como “Cintura fina”, “O xote das meninas”, “Qui nem jiló”, “Baião”, “Pau-de-arara” e sua mais célebre criação, “Asa branca”. De acordo com a linha não dogmática de todo o espetáculo, o não ficou preso à estrutura básica do forró, que é sanfona-triângulo-zabumba. No conjunto dos quatro instrumentistas virtuoses que atuam no palco, há, além do sanfoneiro (Rafael Meninão) e do percussionista (Rick De La Torre), um violoncelista (Daniel Silva) e um rabequeiro e violeiro (Beto Lemos). Os arranjos de todas as músicas foram elaborados pelos quatro músicos, que por conta da longa temporada estão em grande sintonia e presenteiam a plateia com improvisos em todas as apresentações, um privilégio para o espectador e uma renovação diária para a montagem. Beto Lemos rouba a cena em “Assum Preto”, em um solo de rabeca que já foi aplaudido durante cinco minutos em cena aberta. 

... O resultado é um espetáculo que a cada episódio da vida, seja ele fato ou ficção, evoca a música que se segue, em um conjunto alegre, que faz o público sentir a força da obra desse compositor/canto/sanfoneiro... ’Gonzagão – A Lenda’ é uma agradável e merecida homenagem e evocação de uma figura marcante, cujo sucesso marcou época. As melodias e ritmos do ‘rei do Baião’ que a compõem mostram bem o quão variadas são as formas da imensa riqueza da música popular brasileira.” (Barbara Heliodora – O Globo

...Comovente e ao mesmo tempo divertido, o musical ‘Gonzagão – A Lenda’ é um dos mais acertados tributos prestados ao cantor, compositor e sanfoneiro. No maior trunfo do espetáculo, dirigido pelo também pernambucano João Falcão, pequenas subversões evitam o caminho fácil da biografia linear... Com carisma contagiante e boa performance vocal, apresentam mais de 40 canções, escoltados por quatro afiados instrumentistas... (Rafael Teixeira – Veja Rio)

FICHA TÉCNICA
Texto, Direção e Roteiro Musical | João Falcão
Direção Musical | Alexandre Elias
Direção de Movimento | Duda Maia
Direção de Produção E Idealização | Andréa Alves
Cenografia e Adereços | Sergio Marimba
Figurinos | Kika Lopes
Iluminação | Renato Machado
Preparação Vocal | Carol Futuro
Arranjos | Alexandre Elias E Músicos
Sound Designer | Fernando Fortes
Visagismo | Uirandê Holanda
Assistente de Direção | João Vancini
Assistentes de Direção Musical | Beto Lemos E Carol Futuro

Elenco | Adrén Alves, Alfredo Del Penho, Eduardo Rios, Fábio Enriquez, Paulo De Melo, Renato Luciano E Ricca Barros
Apresentando | Larissa Luz e Marcelo Mimoso

Músicos
Viola, Rabeca e Pandeiro | Beto Lemos
Cello | Daniel Silva
Bateria e Percussão | Rick De La Torre
Acordeon | Rafael Meninão

Programação Visual | Gabriela Rocha
Fotografia | Silvana Marques E Marcelo Rodolfo
Coordenação de Produção| Leila Moreno
Realização | Sarau Agência De Cultura Brasileira

SERVIÇO

GONZAGÃO – A LENDA

Local: Teatro João Caetano (Praça Tiradentes s/n - Centro - Rio de Janeiro)
Temporada: De 09 a 26 de Janeiro.
Horário: Quinta, sexta e sábado às 20h. / Domingo às 19h
Ingresso: R$20,00 (inteira)/ R$10,00(meia)
Classificação: 12 anos
Duração: 80 minutos
Capacidade do Teatro: 1.127 lugares
Telefone do teatro: 21 2332-9257 
Horário de funcionamento da bilheteria: Terça a domingo, das 14h às 18h (para vendas antecipadas), ou até a hora do espetáculo para sessões do dia.

fonte: assessoria de imprensa  

PROJETO PALCO PORTÁTIL LEVA ESPETÁCULO "2 NÚMEROS" AO TEATRO FASHION MALL


fonte: assessoria de imprensa

ESPETÁCULO "À BEIRA DO ABISMO ME CRESCERAM ASAS", COM MAITÊ PROENÇA, REESTREIA NO TEATRO CARLOS GOMES/RJ


Maitê Proença e Clarisse Derzié Luz

em

À Beira do Abismo me Cresceram Asas

De Maitê Proença
Direção Clarice Niskier e Maitê Proença

Sucesso de público e crítica de volta ao Rio de Janeiro!
De 09 de janeiro a 02 de fevereiro, 
no Teatro Carlos Gomes

foto: Paula Kossatz

Retrato encantador de duas mulheres. Um diálogo tocante. Um espetáculo de imenso encanto que fala sobre todos nós com sabedoria e humor. O texto resulta fluido, ora alegre, ora emotivo e gostosamente teatral”. Bárbara Heliodora – O Globo

Pertinentes reflexões sobre o tempo. O espetáculo transcorre em uma atmosfera que valoriza, com delicadeza e humor, todos os conteúdos em jogo.A peça, portanto, faculta ao espectador - seja qual for a sua idade - a oportunidade de refletir sobre o que está fazendo com sua própria vida”. Lionel Fischer

Maitê Proença mostrou a sensibilidade ímpar como dramaturga ao explorar questões adultas sob a perspectiva infantil. O espetáculo traz diálogos afiados e uma atuação surpreendente de Maitê”. Dirceu Alves Jr. – Veja São Paulo

Idades parecidas e personalidades antagônicas. Juntas, Teresinha e Valdina, comovem o público, em um retrato poético e fiel de uma fase da vida que, por vezes, esquecemos ser destino comum para todos nós.Diego Ponde de Leon – Correio Braziliense


Com um público de cerca de 35 mil pessoas, a comédia dramática “À Beira do Abismo me Cresceram Asas”, com dramaturgia, direção e interpretação de Maitê Proença, ao lado de Clarisse Derzié Luz (indicada ao Prêmio Cesgranrio de Melhor Atriz), depois de estrear no Rio de Janeiro, passou por São Luís (MA), Salvador (BA), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR) e esteve em cartaz no Teatro FAAP e Itália, em São Paulo, por dois meses e meio em cada, sempre com enorme de público e crítica. Agora, em janeiro e fevereiro de 2014, o espetáculo retorna aos palcos do Rio de Janeiro para duas curtíssimas temporadas, uma no Teatro Carlos Gomes, a partir de 09 de janeiro, e a outra, em seguida, no Centro Cultural João Nogueira – Imperator.

Entre o encerramento da temporada de SP e a reestreia em solo carioca, o espetáculo pegou a estrada e aportou ainda em quatro grandes cidades do país: Natal, Recife, Belo Horizonte e Brasília. E ainda virou livro, lançado em novembro pela editora Gisotri. Com sua primeira edição esgotada, em menos de um mês, uma nova edição será lançada nesta temporada do Carlos Gomes.

Em 2014, outras 12 capitais receberão esta duplas de velinhas, já conhecidas em todo o país. As cidades que receberão o espetáculo serão: Cuiabá, Palmas, Manaus, Belém, Nordeste, Teresina, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracajú, Salvador e Campo Grande. Além, é claro, das temporadas populares, já ditas acima, em duas das melhores casas de espetáculos do Rio de Janeiro.

Com um texto poético, repleto de emoção e bom humor, a montagem leva o público às gargalhadas com os diálogos entre Terezinha (Maitê Proença) e Valdina (Clarisse Derzié Luz). Sem as máscaras habituais da juventude, sem qualquer cerimônia, as personagens falam sobre qualquer assunto – sexo, diferenças entre homens e mulheres, abandono, o lado bom e o ruim de cada situação.

Embora diferentes na personalidade, Terezinha (86) e Valdina (80) têm em comum a praticidade dos que aprenderam a simplificar a vida, já que não há tempo para complicá-la. Valdina leva o dia a dia com otimismo, sem nostalgias, mas não se engane, ela carrega um grande segredo. Terezinha é de temperamento carrancudo, ainda que bem resolvido.

 Maitê Proença criou o texto que faz refletir sobre o tempo, as emoções da vida, a solidariedade e a importância de compartilhar, em um misto de humor e delicadeza.


O LADO ESCRITORA DE MAITÊ PROENÇA

Paralelamente à carreira de atriz, e dramaturga, Maitê segue seu trabalho como escritora. O terceiro livro de sua carreira, ‘É duro ser cabra na Etiópia’, nas livrarias, pela editora Agir, apresenta aos leitores uma nova faceta em sua trajetória: a de editora. Maitê foi quem selecionou os textos que compõe o livro, a partir de mais de 2000 crônicas enviadas a ela, por meio de um site criado especialmente para receber o conteúdo. Entre os autores estão anônimos e famosos, como José Eduardo Agualusa, Tatiana Salem Levy, Clarisse Niskier, Jorge Forbes, Carlos Heitor Cony e a própria Maitê.

O projeto gráfico, absolutamente original, foi criado por Maitê junto aos designers da Cubículo, com páginas coloridas que foram diagramadas individualmente. Os temas e estilos variam ao se adequar às duas regras impostas por Maitê:  textos curtos de até 1.500 caracteres, e que contenham humor.

 
SERVIÇO

Local: Teatro Carlos Gomes (Praça Tiradentes, s/nº - Centro)
Telefone: (21) 3005-4104
Horários:  quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h
Ingresso: R$50,00
Classificação: 12 anos
Capacidade: 685 lugares
Duração: 75 minutos
Gênero: comédia dramática
Horário da bilheteria: de quarta a domingo, a partir das xxh
Temporada: de 09 de janeiro a 02 de fevereiro (exceto dias 16, 23, 24, 25 e 26/01)


FICHA TÉCNICA

Autora: Maitê Proença
Ideia original: Fernando Duarte
Supervisão Direção: Amir Haddad
Direção: Clarice Niskier e Maitê Proença
Elenco: Maitê Proença e Clarisse Derzié Luz
Cenário: Cristina Novaes
Desenho de Luz: Jorginho de Carvalho
Figurinos: Beth Filipecki
Trilha Sonora: Alessandro Perssan
Direção de Movimento: Angel Vianna
Preparação Vocal: Rose Gonçalves
Assistentes de iluminação: Daniel Galván
Assistente de Figurino: Edy Galvão
Confecção de Figurinos: Atelier de Costura – Edy & Ga
Assistente de Cenografia: Dina Levy
Assistente de Movimento: Marina Magalhães
Fotografia: Renata Dillon (estúdio) e Paulo Kossatz (de cena)
Visagista: Cristiane Vicente 
Maquiagem: Fabíola Gomez
Operador de Luz: Russinho
Operador de Som: Roberto Silva
Diretor de Cena: Lucia Martinusso
Camareira: Nájala Nascimento
Produção executiva e administração: Marcela Epprecht
Assistentes de Produção: Felipe Mussel
Coordenação de Produção: Bianca de Felippes
Realização: M. Proença Produções Artísticas 

fonte: assessoria de imprensa